31 de dez de 2009

Melhores de 2009



Como acontece todo final de ano, o blog destaca o que passou de melhor pelos posts dos últimos doze meses – e lembra também aquele local que ficou bem abaixo das nossas expectativas. É uma eleição despretensiosa, baseada nas impressões que tivemos no dia da visita. Dessa vez, dividimos a votação em sete categorias. Confira:

Bom e barato: Massa Chinesa Rong He
Descoberta do ano: Prema Vegetariano
Restaurante: Espaço Tambiú
Melhor do ano: Brasil a Gosto
Decepção do ano: La Cabaña

Aproveitamos este último post do ano para agradecer a todos que não deixaram de passar por aqui, apesar do menor número de atualizações. Já nos programamos para aumentar a frequência de novas postagens em 2010, a começar por nossas experiências gastronômicas na Argentina, que começam a ir ao ar nos próximos dias.
Desejamos que o novo ano seja marcado por alegrias, realizações e, claro, uma infinidade de ótimos sabores e aromas!

24 de dez de 2009

Boas festas!

Desejamos um Natal repleto de paz e alegria a todos os nossos leitores. Que 2010 seja um ano marcado por realizações.

Concurso Santo Quitute

Um dos bons acontecimentos de 2009 para nós foi o convite para integrarmos o júri de um concurso gastronômico. Aconteceu no Santo Quitute, evento promovido pela tradicional padaria Santa Tereza, instalada no centro de São Paulo e famosa, entre outros fatores, pela sua coxa creme e por oferecer panetone durante o ano todo.

A padaria mais antiga da cidade – inaugurada em 1872 – resolveu estimular a interação com seu público promovendo um concurso de receitas entre os clientes. A vencedora teve a honra de ver seu prato incluído no cardápio.
Eram três os finalistas. A primeira receita que provamos foi uma bruscheta tradicional. Bem-feita, sem dúvida, mas aquém das outras duas concorrentes.

O segundo prato foi um bacalhau com natas na cumbuca - foi apresentado na cumbuca e transferido em seguida para o prato. Receita das mais interessantes, com uma boa mistura de ingredientes. Chegou com um certo excesso de sal, é verdade, mas nada grave. Recebeu a maioria dos votos do júri popular, formado por pessoas que acompanharam o evento.

Por último, fomos servidos da Porção do Amor Perfeito, feita à base de carne seca bem temperada e acompanhada por mandioca, que por um probleminha precisou ser substituída por polenta. Ótima na apresentação e no sabor, foi eleita com cinco dos seis votos do júri, incluindo os nossos.

A autora da receita, dona Meire Eliana Ferrari de Mello, levou pra casa um trófeu, uma cesta de produtos da padaria, além de um avental de chef.

Foi uma tarde das mais agradáveis para nós e só temos a agradecer aos organizadores pelo convite.

Sugestão do chef: quem passa à frente da padaria Santa Tereza talvez não faça ideia de que além do ambiente simples do piso térreo, o espaço conta com um restaurante muito bem ambientado no andar superior. O cardápio inclui boa variedade de pratos à base de carne, frango e peixe. Bom local para uma refeição tranquila em meio ao burburinho da região da Sé.

Padaria Santa Tereza: Praça Dr. João Mendes, 150 – Centro – São Paulo – SP – tel.: (11) 3101-5667

12 de nov de 2009

Blog em lua de mel

Quem costuma passar sempre por aqui notou que as atualizações do blog foram bem menos frequentes neste ano. Boa parte do nosso tempo livre foi tomada pelos preparativos do nosso casamento e também para escolher e colocar em ordem o apartamento.
Em breve subiremos ao altar e, logo depois, tiraremos nossas merecidas férias. Com isso, ficaremos um tempo longe, sem novos posts.
Mas prometemos voltar assim que tudo estiver em ordem, trazendo dicas gastronômicas da viagem e do novo bairro em que iremos morar.

2 de nov de 2009

SPRW – Porto Rubayat

"Tá parecendo restaurante por quilo", comentou o senhor da mesa ao lado. "Xiii, vamos ter de esperar a reposição daquele peixe", constatou uma moça com expressão de desânimo na fila do buffet. A participação do Porto Rubayat gerou, sem dúvida nenhuma, as maiores polêmicas da última SP Restaurant Week.
Houve quem escrevesse no Twitter que as imensas filas de espera e os problemas na reposição do buffet colocaram em xeque a reputação do restaurante. Nós ainda não conhecíamos a casa, portanto não conseguimos estabelecer comparações. Percebemos, é claro, que um número enorme de pessoas pensou exatamente como nós: consideraram aquela uma ótima oportunidade para almoçar em um restaurante conceituado pagando apenas R$ 27,50 pelo buffet de entradas, pratos quentes e sobremesas. Nem todas, no entanto, seguiram nossas recomendações de reservar mesa previamente. Resultado, a fila no último domingo do evento chegava à calçada e, acreditamos, houve quem não almoçasse antes das 17 horas.

Devidamente instalados no lugar que havíamos garantido, partimos para a fila do buffet. Nosso maior interesse era, claro, pelos pratos com frutos do mar, por isso não exageramos na parte fria. Escolhemos poucas saladas e alguns queijos – um deles muito bom e cuja variedade dois funcionários não souberam informar.

De volta à fila, que exigia paciência, era hora dos pratos quentes. Comemos ótimas lulas, uma paella que carecia de maior quantidade de frutos do mar, assim como as massas. Alguns peixes eram bem interessantes. Uma pena que não estavam identificados e com o movimento frenético dos clientes ficou difícil confirmarmos um por um.

Encerramos colocando no pratinho quase tudo o que aparecia na mesa de doces. Menção honrosa para bolo brownie, pudim de leite e mil folhas cheio de doce de leite.

Apesar da confusão gerada pelo grande fluxo de clientes – o que não deveria ser um problema para nenhum estabelecimento –, é muito bom que restaurantes consagrados participem do evento, abrindo espaço para que pessoas de diferentes perfis conheçam a casa.

Sugestão do chef: não se compara ao preço da Restaurant Week, mas o buffet completo, que já custou R$ 65, agora sai por R$ 49 no almoço executivo (segunda a sexta). No horário do jantar e finais de semana, o preço sobe para R$ 59.

Porto Rubayat: Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior, 1.142 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3077-1111. De 2ª a 5ª, das 12h às 15:30 e das 19h à 0h. Sextas até 0h30. Sábados e feriados sem intervalo até 0h30. Domingos somente almoço até 18h.

22 de out de 2009

SPRW: AK Delicatessen

Depois de algumas semanas sem tempo de escrever, vamos retomar a última edição da SPRW.
Antes, preciso dizer que este post será uma exceção aos costumes do blog. Quem é leitor sabe que eu e o Fernando visitamos juntos os estabelecimentos que aparecem por aqui. Mas, dessa vez, como tenho a sorte de trabalhar bem pertinho do AK Delicatessen, aproveitei o evento para almoçar lá com alguns colegas do escritório, já que o Fernando não conseguiu conciliar sua agenda.
Reservamos a mesa com mais de uma semana de antecedência e um dia antes recebemos uma ligação para confirmar a reserva.
Fomos os primeiros a chegar e, em pouco tempo, o salão principal estava cheio e a fila de espera, bem longa.

A escolha das entradas não foi das mais rápidas, pois todas as combinações pareciam muito apetitosas. Eu fiquei com as Berinjelas Singelas (berinjelas chamuscadas servidas com tahine, tomates, hortelã, raspas de limão e mel de romã) – de singelas não tinham nada! A porção foi generosas e a combinação com o mel de romã deixou o prato muito interessante.

O restante do pessoal se dividiu entre Gravlax de Salmão (fatias de salmão marinado, salada de batata especial e folhas verdes) e Consomê com Kreplach de Carne (caldo de frango e carne com capeletti judaico).

A demora para definir a entrada foi compensada com o unânime pedido do prato principal: Bourguignon de Cordeiro com Sptzel, Coalhada e Cebolas fritas (cordeiro cozido lentamente em vinho, servido com típico nhoque, coalhada caseira e cebolas fritas).

A carne estava macia e perfumada, e o azedinho da coalhada ressaltou ainda mais seu sabor.
Das sobremesas, achei o Crepe de Nutella com creme de chocolate e crocante de nozes gostoso, mas um pouco modesto comparado ao Merengue de morango com chantilly, suspiro e calda de frutas vermelhas.

Parabéns à chef Andrea Kaufmann por levar tão a sério a SPRW e proporcionar aos clientes pratos elaborados e bem-servidos. Não foi por acaso que o AK Delicatessen ganhou o prêmio Brincando de Chef como o melhor de 2008.
E por tudo isso, ultrapassamos nosso horário de almoço. Mas como saímos satisfeitos e felizes, relevamos a bronca.

Sugestão do chef: durante toda a SPRW, no período do almoço, o local montou um cardápio de bebidas alcoólicas com preços mais atrativos.

AK Delicatessen: Rua Mato Grosso, 450 – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3231-4497

19 de out de 2009

Happy Hour no GNT

Vai ao ar nesta terça-feira (20/10) depoimento que gravamos para o programa Happy Hour, apresentado pela Astrid Fontenelle no canal GNT. Falamos da nossa relação com a gastronomia e da forma como buscamos conhecer a culinária de diferentes lugares. Começa às 19 horas.

4 de out de 2009

250 anos de Guinness

Em 1759, os irlandeses já bebiam Guinness. Passados dois séculos e meio, a lendária marca de cerveja é encontrada em 155 países de todos os continentes, sendo, inclusive, líder de mercado em locais improváveis como a Nigéria. Feitos dignos do Guiness Book, que, aliás, surgiu em 1951 por ideia de um diretor da cervejaria.
Estivemos em um dos eventos em comemoração ao aniversário da marca, na última segunda-feira no sempre agradável Drake’s Bar & Deck. Fomos a convite da assessoria de imprensa da Boxer do Brasil, importadora de cervejas do tipo ale e uma das distribuidoras do chope Guinness.

Com apresentação do cervejólogo e blogueiro Edu Passarelli, foram servidas à imprensa as três integrantes do portfólio da cervejaria de Dublin.
De início, saboreamos alguns bons tarteletes de queijo de cabra com tomate confitado.

Até que nossos copos foram preenchidos com a Harp, uma lager leve, refrescante e com boa formação de espuma que, curiosamente, ficou concentrada no fundo do copo.

Foi acompanhada de salmão defumado com ovo de codorna e purê de maçã. Com a comida, o leve amargor do lúpulo ficou um pouco mais acentuado.

A noite seguiu com a Kilkenny, uma deliciosa irish red ale sabor e aroma frutados e maior presença de amargor.

A coloração avermelhada garantiu um belo visual, além de ter harmonizado bem com as samosas (pastéis indianos) de frango com legumes e curry, servidas com chutney. Foi a melhor iguaria da noite!

Faltava, claro, a dona da festa. A stout mais famosa do planeta chegou acompanhada de um cozido de carne com ostras e a própria cerveja. Um prato de sabor bem intenso, desenvolvido pelo chef Greigor Caisley, do Drake’s – responsável por todos os comes da noite.

Mesmo conhecendo a bebida há tempos, acho sempre interessante observar uma pint com aquele líquido escuro contrastando com a espuma clara. Em termos de sabor, é difícil ficar indiferente a essa cerveja tão emblemática. A Débora ainda torce o nariz. Eu gosto muito mesmo, apesar de reconhecer que não é exatamente a cerveja que se espera beber em um dia de calor, principalmente por causa do amargor intenso. Ela é para os dias em que se está a fim de beber uma... Guinness. E, quando isso acontece, dificilmente outra bebida agradará.
Antes de voltar pra casa ainda repetimos algumas vezes o sorvete de Guinness, presente no cardápio regular do Drake’s.

Foi, sem dúvida, uma ótima maneira de começar a semana. E também uma boa ocasião para desejar vida (ainda mais) longa a uma bebida tão peculiar.

Sugestão do chef: Guiness é tradicionalmente servida nas pints de 568 ml. O cervejólogo Edu Passarelli explica que a melhor forma de tirar o chope é inclinar a 45 graus um copo totalmente seco e servir até o líquido ficar um pouco acima da marca da cerveja, estampada nos copos oficiais. Um minutos depois, complete com o creme para formar a famosa cascata de espuma. Já a versão em lata, vendida em empórios e supermercados, traz uma cápsula de nitrogênio responsável por liberar o gás no momento da abertura. Na hora de servir, a dica é virar de uma vez no copo, para um visual mais parecido com o do chope.


Drake’s Bar & Deck: Rua Tucambira, 163 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-3320

11 de set de 2009

Culinária Paulista no Parque da Água Branca

De hoje até o próximo dia 20 o Parque da Água Branca recebe a 13ª edição do Revelando São Paulo - Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Além do artesanato e de diversas manifestações artísticas, o evento sempre traz ótimas opções da gastronomia típica do interior do Estado. Assim como fizemos no ano passado, estaremos lá para conferir.

Revelando São Paulo: Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, São Paulo – SP (Parque da Água Branca), de 11/09 a 20/09 das 9 às 21 horas.

9 de set de 2009

SPRW – Brasil a Gosto

Aproveitamos a Restaurant Week para, finalmente, conhecer o Brasil a Gosto.

Chegamos com muita chuva e sem uma mesa garantida, já que a casa não faz reservas para os domingos. Logo nos informaram que a espera era estimada em uma hora, mas tivemos sorte e conseguimos uma mesa para quatro pessoas em aproximadamente 40 minutos.
Enquanto esperávamos, os garçons serviam como cortesia chips de raízes (mandioca, batata-doce e mandioquinha) e um drinque feito com suco de tomate e cachaça de pimenta, ambos saborosos e, surpreendentemente, bem suaves. Digna de elogios a atenção dada a todas as pessoas da fila de espera.
Não conseguimos recusar o couvert, mesmo sabendo que ele encareceria substancialmente a conta. Saiu a R$ 10 por pessoa, mas veio bem caprichado. Os quatro pães – de leite, de abóbora, de queijo e a broa de milho – estavam deliciosos.

Dá pra dizer o mesmo da manteiga nas versões com castanha de baru, com pesto de manjericão (essa a melhor das três) e tradicional.

De quebra, vieram mais chips de raízes e uns bons biscoitos de polvilho.

Íamos provando de tudo enquanto bebericávamos uma tubaína da Schincariol (R$ 6 a garrafa de 600 ml) e relembrávamos aquele sabor dos tempos idos.

Na escolha do cardápio do nosso almoço (R$ 27,50 + R$ 1 para a Fundação Ação Criança), a melhor decisão seria experimentar todas as criações da chef Ana Luiza Trajano, que escolheu a banana-da-terra como ingrediente de destaque.
A Débora começou com os canapés de banana-da-terra com queijo cremoso e geléia de pimenta. Apesar de um pouquinho secos, a combinação era muito criativa e a geléia dava o toque adocicado ao prato.

Eu fui na simplezinha salada de folhas verdes com molho de coalhada e biscoito de polvilho picado.

Entre os principais, a combinação de arroz cateto com feijão verde, palmito pupunha e banana grelhada estava muito boa e lembrava um risoto prá lá de diferente.

Mas o melhor mesmo foi o filet de porco com molho de jabuticaba, purê de inhame e banana-da-terra grelhada. Vieram, na verdade, dois filets muito bem temperados e com um molho simplesmente sensacional!

Vale o registro de que ambos os pratos eram fartos, como manda a tradição brasileira. Tanto que se o cardápio não incluísse sobremesas, provavelmente pensaríamos bem antes de pedir, pois estávamos satisfeitos.
E por falar nelas, eu fui de torta Romeu e Julieta, que achei boazinha e nada mais.

O restante da mesa ficou com a outra opção, que trazia mais banana! O restaurante realmente usou e abusou do ingrediente, mas novamente acertou a mão. A bananada com crocante de castanha-do-pará e coco veio acompanhada de sorvete de nata e foi aprovada por todos.

Impossível não comentar o serviço impecável, mesmo com o salão lotado e com a fila de espera que não diminuía. Os detalhes brasileiros da decoração e das louças também não passaram despercebidos. Mas quando voltarmos lá, vamos recusar veementemente o café: é bom, mas nem de longe vale os inexplicáveis R$ 5.


Sugestão do Chef: na entrada do restaurante tem uma máquina antiga de sorvetes, no estilo daquelas de rua que as abelhas adoram. Quem quiser provar deve avisar antes, porque ela fica desligada e demora um tempo pra começar a funcionar.

Brasil a Gosto: Rua Professor Azevedo Amaral, 70 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-356

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