4 de out. de 2009

250 anos de Guinness

Em 1759, os irlandeses já bebiam Guinness. Passados dois séculos e meio, a lendária marca de cerveja é encontrada em 155 países de todos os continentes, sendo, inclusive, líder de mercado em locais improváveis como a Nigéria. Feitos dignos do Guiness Book, que, aliás, surgiu em 1951 por ideia de um diretor da cervejaria.
Estivemos em um dos eventos em comemoração ao aniversário da marca, na última segunda-feira no sempre agradável Drake’s Bar & Deck. Fomos a convite da assessoria de imprensa da Boxer do Brasil, importadora de cervejas do tipo ale e uma das distribuidoras do chope Guinness.

Com apresentação do cervejólogo e blogueiro Edu Passarelli, foram servidas à imprensa as três integrantes do portfólio da cervejaria de Dublin.
De início, saboreamos alguns bons tarteletes de queijo de cabra com tomate confitado.

Até que nossos copos foram preenchidos com a Harp, uma lager leve, refrescante e com boa formação de espuma que, curiosamente, ficou concentrada no fundo do copo.

Foi acompanhada de salmão defumado com ovo de codorna e purê de maçã. Com a comida, o leve amargor do lúpulo ficou um pouco mais acentuado.

A noite seguiu com a Kilkenny, uma deliciosa irish red ale sabor e aroma frutados e maior presença de amargor.

A coloração avermelhada garantiu um belo visual, além de ter harmonizado bem com as samosas (pastéis indianos) de frango com legumes e curry, servidas com chutney. Foi a melhor iguaria da noite!

Faltava, claro, a dona da festa. A stout mais famosa do planeta chegou acompanhada de um cozido de carne com ostras e a própria cerveja. Um prato de sabor bem intenso, desenvolvido pelo chef Greigor Caisley, do Drake’s – responsável por todos os comes da noite.

Mesmo conhecendo a bebida há tempos, acho sempre interessante observar uma pint com aquele líquido escuro contrastando com a espuma clara. Em termos de sabor, é difícil ficar indiferente a essa cerveja tão emblemática. A Débora ainda torce o nariz. Eu gosto muito mesmo, apesar de reconhecer que não é exatamente a cerveja que se espera beber em um dia de calor, principalmente por causa do amargor intenso. Ela é para os dias em que se está a fim de beber uma... Guinness. E, quando isso acontece, dificilmente outra bebida agradará.
Antes de voltar pra casa ainda repetimos algumas vezes o sorvete de Guinness, presente no cardápio regular do Drake’s.

Foi, sem dúvida, uma ótima maneira de começar a semana. E também uma boa ocasião para desejar vida (ainda mais) longa a uma bebida tão peculiar.

Sugestão do chef: Guiness é tradicionalmente servida nas pints de 568 ml. O cervejólogo Edu Passarelli explica que a melhor forma de tirar o chope é inclinar a 45 graus um copo totalmente seco e servir até o líquido ficar um pouco acima da marca da cerveja, estampada nos copos oficiais. Um minutos depois, complete com o creme para formar a famosa cascata de espuma. Já a versão em lata, vendida em empórios e supermercados, traz uma cápsula de nitrogênio responsável por liberar o gás no momento da abertura. Na hora de servir, a dica é virar de uma vez no copo, para um visual mais parecido com o do chope.


Drake’s Bar & Deck: Rua Tucambira, 163 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-3320

11 de set. de 2009

Culinária Paulista no Parque da Água Branca

De hoje até o próximo dia 20 o Parque da Água Branca recebe a 13ª edição do Revelando São Paulo - Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Além do artesanato e de diversas manifestações artísticas, o evento sempre traz ótimas opções da gastronomia típica do interior do Estado. Assim como fizemos no ano passado, estaremos lá para conferir.

Revelando São Paulo: Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, São Paulo – SP (Parque da Água Branca), de 11/09 a 20/09 das 9 às 21 horas.

9 de set. de 2009

SPRW – Brasil a Gosto

Aproveitamos a Restaurant Week para, finalmente, conhecer o Brasil a Gosto.

Chegamos com muita chuva e sem uma mesa garantida, já que a casa não faz reservas para os domingos. Logo nos informaram que a espera era estimada em uma hora, mas tivemos sorte e conseguimos uma mesa para quatro pessoas em aproximadamente 40 minutos.
Enquanto esperávamos, os garçons serviam como cortesia chips de raízes (mandioca, batata-doce e mandioquinha) e um drinque feito com suco de tomate e cachaça de pimenta, ambos saborosos e, surpreendentemente, bem suaves. Digna de elogios a atenção dada a todas as pessoas da fila de espera.
Não conseguimos recusar o couvert, mesmo sabendo que ele encareceria substancialmente a conta. Saiu a R$ 10 por pessoa, mas veio bem caprichado. Os quatro pães – de leite, de abóbora, de queijo e a broa de milho – estavam deliciosos.

Dá pra dizer o mesmo da manteiga nas versões com castanha de baru, com pesto de manjericão (essa a melhor das três) e tradicional.

De quebra, vieram mais chips de raízes e uns bons biscoitos de polvilho.

Íamos provando de tudo enquanto bebericávamos uma tubaína da Schincariol (R$ 6 a garrafa de 600 ml) e relembrávamos aquele sabor dos tempos idos.

Na escolha do cardápio do nosso almoço (R$ 27,50 + R$ 1 para a Fundação Ação Criança), a melhor decisão seria experimentar todas as criações da chef Ana Luiza Trajano, que escolheu a banana-da-terra como ingrediente de destaque.
A Débora começou com os canapés de banana-da-terra com queijo cremoso e geléia de pimenta. Apesar de um pouquinho secos, a combinação era muito criativa e a geléia dava o toque adocicado ao prato.

Eu fui na simplezinha salada de folhas verdes com molho de coalhada e biscoito de polvilho picado.

Entre os principais, a combinação de arroz cateto com feijão verde, palmito pupunha e banana grelhada estava muito boa e lembrava um risoto prá lá de diferente.

Mas o melhor mesmo foi o filet de porco com molho de jabuticaba, purê de inhame e banana-da-terra grelhada. Vieram, na verdade, dois filets muito bem temperados e com um molho simplesmente sensacional!

Vale o registro de que ambos os pratos eram fartos, como manda a tradição brasileira. Tanto que se o cardápio não incluísse sobremesas, provavelmente pensaríamos bem antes de pedir, pois estávamos satisfeitos.
E por falar nelas, eu fui de torta Romeu e Julieta, que achei boazinha e nada mais.

O restante da mesa ficou com a outra opção, que trazia mais banana! O restaurante realmente usou e abusou do ingrediente, mas novamente acertou a mão. A bananada com crocante de castanha-do-pará e coco veio acompanhada de sorvete de nata e foi aprovada por todos.

Impossível não comentar o serviço impecável, mesmo com o salão lotado e com a fila de espera que não diminuía. Os detalhes brasileiros da decoração e das louças também não passaram despercebidos. Mas quando voltarmos lá, vamos recusar veementemente o café: é bom, mas nem de longe vale os inexplicáveis R$ 5.


Sugestão do Chef: na entrada do restaurante tem uma máquina antiga de sorvetes, no estilo daquelas de rua que as abelhas adoram. Quem quiser provar deve avisar antes, porque ela fica desligada e demora um tempo pra começar a funcionar.

Brasil a Gosto: Rua Professor Azevedo Amaral, 70 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-356

28 de ago. de 2009

Ano da França na São Paulo Restaurant Week

Começa na próxima segunda-feira, 31/08, a edição de inverno da São Paulo Restaurant Week 2009. Até o dia 13 de setembro será possível escolher entre 202 restaurantes e degustar cardápios desenvolvidos especialmente para o evento. Muitos deles apresentarão menus inspirados na culinária francesa, em comemoração ao Ano da França no Brasil.

O preço do almoço aumentou um pouco, mas continua interessante (R$ 27,50). No jantar, continuam sendo cobrados os mesmos R$ 39 da edição anterior. Ao valor da conta é acrescido R$ 1 por pessoa como contribuição opcional à Fundação Ação Criança.
Em outras edições, muitos freqüentadores reclamaram que nem todos os restaurantes entraram "de corpo e alma" no evento. Alguns tentavam empurrar bebida e couvert caros, não se esforçavam em atender bem uma clientela diferente da habitual ou elaboraram menus simples demais. Nesta, que é a edição com maior número de participantes, é bem provável que fatos desse tipo voltem a acontecer. No entanto, há sempre bons exemplos de casas administradas por gente suficientemente inteligente para passar uma boa imagem e angariar novos clientes.
Nossa dica é a seguinte: sabe aqueles restaurantes bem caros, nos quais você quer ir há um tempão, mas sempre chega à conclusão de que é melhor esperar por um aumento de salário? Aproveite para conhecê-los, principalmente durante o almoço, pois dificilmente surgirão outras chances para comer lá por R$ 27,50. Mas não se esqueça de reservar mesa, pois, evidentemente, muitos pensarão da mesma forma. Nós já temos reserva em um lugar famoso e estrelado! É claro que contaremos por aqui se ele é tudo isso mesmo.
Por enquanto, fiquem com os posts das nossas visitas nas edições anteriores do evento.

Boa Bistrô
Chakras
Cordel
El Patio
Espaço Tambiú
Lola Bistrot
Thai Gardens
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