19 de mai. de 2008

Fim do passeio

Quando saímos do Orquidário a noite já vinha chegando e nossa missão era escolher um lugar para jantar. Achamos que mesmo estando fora de São Paulo, uma pizza seria o ideal. Ainda no bairro de José Menino, finalizamos muito bem nosso passeio na Pizzaria Van Gogh.
O salão é espaçoso e o cardápio, extenso.

Além das pizzas traz carnes, aves, peixes e petiscos. Pelo que vimos nas mesas ao redor, os pratos são bem caprichados e servem umas três pessoas, o que faz do lugar uma boa opção também para o almoço.
Enquanto esperávamos nossa redonda, uma jarra de sangria (R$ 15) acompanhada por lascas de pizza ao molho pesto (R$ 3) demonstravam que escolhemos bem o restaurante para fechar nosso passeio pela baixada santista.


Capriccio (molho de tomate, muzzarela de búfala, manjericão, rodelas de tomate e presunto cru) – R$ 35 a média e R$ 37 a grande – e Calabresa Artesanal com erva-doce (molho de tomate, calabresa e cebola) – R$ 36 a média e R$ 38 a grande – eram os recheios da nossa pizza.


Ambos os sabores estavam bons, mas o de calabresa fez mais sucesso principalmente por ser mais forte e se sobressair à massa que tinha pouco sal.
O Fernando foi o único que pediu sobremesa. A apresentação simples da mousse de chocolate (R$ 6) não empolgou, mas ela estava deliciosa.

Tenho certeza que da próxima vez ninguém vai recusar a sobremesa.
E assim acabou nosso passeio pela cidade do Beto, que por sinal, tem um monte de coisas bacanas pra nos contar sobre Santos.


Sugestão do chef: para as mulheres, o banheiro do Van Gogh é parada obrigatória.

Ele é repleto de espelhos por todos os lados e parece um labirinto!

Pizzaria Van Gogh: Rua Floriano Peixoto, 314 – José Menino – Santos – SP – Tel.: (13) 3225-3636

18 de mai. de 2008

Aproveitando a tarde

Depois do almoço caprichado, a programação era pegar o bondinho do Monte Serrat e avistar a cidade lá de cima, mas os salgados R$ 15 cobrados por pessoa fizeram com que desistíssemos do passeio.

Como plano B, decidimos dar uma volta pela orla e aproveitar a caminhada para procurar alguma sorveteria, já que o calor continuava forte.
Santos é uma cidade bonita, mas infelizmente a poluição da praia não passou despercebida. Vimos muita sujeira, um mar cinza e uma areia escura.


O jeito era mesmo focar na busca pelo sorvete.
Encontramos a sorveteria Lip's, que nos pareceu espaçosa e agradável.

Ela funciona no sistema self-service, em que o preço é cobrado por quilo (R$ 29,90).
Gostamos da variedade de sabores, todos de fabricação própria. Foi difícil decidir o que provar.


Ficamos com os cremosos abacaxi ao vinho, floresta negra e creme com frutas cristalizadas. Dos sorbets, escolhemos o de amora e o de manga, nossos preferidos.

Os sorvetes estavam muito bons e com textura firme, nenhum apresentou sabor artificial. Os de frutas, inclusive, lembravam suco congelado!
Deixamos a sorveteria e fomos ao Orquidário Municipal de Santos (R$ 1 o ingresso), um pequeno parque que abriga diversas espécies de animais e plantas.

O espaço é tranqüilo e muito arborizado. Passamos momentos deliciosos em meio à natureza e aos bichos e, de quebra, fugimos um pouco do calor.


Sugestão do chef: além dos sorvetes de massa vendidos por quilo, a Lip's oferece boa variedade de picolés e também açaí expresso, mas esses ficarão para a próxima visita.

Lip's sorvetes: Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº (entre as ruas Imperatriz Leopoldina e Dr. Isidoro J. R. de Campos) – Ponta da Praia – Santos – SP.
Orquidário Municipal de Santos: Praça Washington, s/nº – José Menino – Santos – SP. Tel.: (13) 3237-6970/(13) 3225-1353.

14 de mai. de 2008

Tradicional desde 1911

Ainda no Centro Histórico de Santos, encontramos um lugar bem bacana para almoçar: o quase centenário Café Paulista, com seus belos painéis em azulejos pintados à mão.

Influenciados pelo fato de estarmos numa cidade litorânea, já chegamos ao restaurante com a idéia de comer peixe, e não demorou muito para escolhermos a Garoupa Guanabara (R$ 50), grelhada com molho de camarão e servida com risoto de palmito (na verdade um arroz com molho de tomate e palmito). Muito boa e bem temperada.

Nos informaram que a Garoupa Guanabara servia apenas duas pessoas. Como éramos quatro, pedimos o reforço do Peixe à Moda da Casa (R$ 50). Feito no forno, chega acompanhado de frutos do mar e batata cozida. Parece uma caldeirada e também é bastante saboroso e bem-servido É feito originalmente com cambucu, mas optamos por trocar pela garoupa.

Se o cafézinho e o pastel que antecederam nosso almoço haviam deixado a desejar, o Café Paulista soube redimir a gastronomia santista.

Sugestão do chef: Pense muito bem antes de aceitar o couvert. Para nós não valeu a pena pagar R$ 5,50 por pessoa para comer rabanete, azeitonas e torrada com manteiga e orégano.

Café Paulista: Praça Rui Barbosa, 08 – Centro – Santos – SP – Tel.: (13) 3219-5550

1 de mai. de 2008

O pastel e o bonde

Depois de visitar o Museu do Café, a fome começou a apertar. Como ainda era cedo para pensar no almoço, resolvemos comer alguma coisa no Café Carioca, tradicional bar do Centro de Santos.


Inaugurado em 1939, foi por muito tempo o principal ponto de encontro dos políticos da cidade.
Além de alguns pratos, o cardápio apresenta petiscos e boa variedade de lanches. Mas a grande atração da casa são os pastéis, encontrados em nove opções de recheio.
Provamos o de camarão, o de palmito e o de carne de siri, R$ 2,50 cada.

Todos tinham recheio farto e cremoso e sabor bem acentuado.

Já a massa pesada e grossa deixou a desejar. Provavelmente isso acontece porque os pastéis não são fritos na hora, eles ficam armazenados em estufas térmicas e nem sempre chegam quentinhos à mesa.

Para acompanhar os pastéis, chá mate bem geladinho com limão (R$ 2).

Parece que o consumo dessa bebida é comum por lá: vimos em outros restaurantes e também em carrinhos refrigerados que circulavam pelas ruas do Centro.
Deixamos o Café Carioca para embarcar num passeio que nos fez voltar no tempo: andar de bonde.

Em 1919 foi inaugurada a primeira linha de bondes elétricos em Santos e, por 35 anos, eles foram o principal meio de transporte da cidade. Deixaram de funcionar em 1954.
Como parte do projeto de revitalização do Centro Histórico, em 2002 a prefeitura construiu uma pequena linha turística e fez circular um bonde com características idênticas às dos originais.
O city-tour é monitorado e dura cerca de 10 minutos. Por R$ 1 é possível dar uma volta pelas principais ruas do Centro Histórico e conhecer um pouco da história de Santos.


Quando descemos do bonde o sol estava muito forte e a sensação de calor beirava o insuportável. Momento propício para interromper por algumas horas nosso passeio e procurar um bom lugar para almoçar.
Mas isso é história para o próximo post.

Sugestão do chef: visitar pessoalmente o Café Carioca, um dos clássicos da gastronomia santista, é parada obrigatória para quem passa pelo Centro Histórico. Mas quem estiver instalado em Santos pode utilizar o serviço de entrega, que funciona em toda cidade.


Bar e Café Carioca: Praça Visconde de Mauá, 1 – Santos – São Paulo. Tel.: (13) 3219-1745
Bonde turístico: de terça a domingo, das 11h00 às 17h00. Partida da Praça Visconde de Mauá. Bilhete: R$1,00. Tel.: (13) 3201-8000.

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