12 de ago. de 2009

Comemoração em Santana de Parnaíba

Nos últimos meses a nossa vida anda bem corrida. Menos tempo livre, poucas atualizações no blog e quase nada de descanso. A agitação é grande, mas temos muitos bons motivos para festejar. Por conta da falta de tempo, decidimos comemorar a boa maré de uma só vez, em um lugar sossegado e charmoso que tivesse comida gostosa, é claro. Nos dirigimos, então, para Santana de Parnaíba, cidadezinha simpática a 40 km de São Paulo.

O centro histórico é pequeno e seu conjunto arquitetônico colonial está bem preservado. Tanto que boa parte das casas, construídas entre os séculos XVII e XVIII, foram tombadas pelo Patrimônio Histórico.

A igreja da Matriz pode ser vista de vários pontos da cidade e é linda em todos os ângulos.

Demos uma volta na praça e nas ruas principais em busca de um lugar legal para o nosso almoço.
A cidade traz poucas, porém interessantes opções gastronômicas, a maioria delas concentrada ao redor da praça, pertinho da igreja da Matriz.

Primeiro entramos num restaurante português que estava meio vazio e não empolgou. Depois vimos um outro, também com comida portuguesa, mas achamos caro. O que servia comida mineira de fazenda era uma gracinha, mas não resistimos ao charme do Villa Monaco, que mais parecia um bistrô.

Estávamos nos acomodando em uma das mesas da entrada quando nos perguntaram se não preferíamos ficar no quintal. Aceitamos a sugestão e nos surpreendemos com um belo e espaçoso jardim.

O sucinto cardápio traz pratos baseados na culinária italiana.
Como se tratava de uma comemoração, brindamos com o espumante Aurora Brut (R$ 38), suave e frutado.

Durante a escolha do prato principal, soubemos que o Villa Monaco tinha sido inaugurado há duas semanas. Talvez isso justifique o serviço bastante atrapalhado.
Como entrada, escolhemos a cremosa e saborosa Polenta con Salsiccia al Vino Rosso (polenta italiana servida com molho de linguiça toscana e vinho tinto – R$ 17).

Para o prato principal, o Fernando pediu Scallopini alla Romana (escalopinhos de filet mignon ao molho rôti de cogumelos Paris acompanhado de risoto de queijo parmesão – R$ 28) mas erroneamente foi servido de Picatta al Limone (bifinhos de mignon ao molho de limão rosa acompanhado por purê de batatas – R$ 26).

Pelo fato de o prato estar apetitoso, ele não quis trocar, apenas pediu o risoto – que por sinal chegou mais rápido do que imaginávamos.
A carne estava macia e ficou ótima com o suave molho de limão. O risoto também veio caprichado.
Minha escolha foi o Salmone Grigliatto alla Erbe (salmão grelhado ao molho de ervas servido com massa ao creme com parmesão – R$ 27).

Peixe no ponto certo e bem temperado. Já a massa, que eu pensava ser caseira, era industrializada. E no lugar do molho de parmesão, também por engano, veio molho ao sugo.
Crespelle con macedônia di frutta (crepe na calda de manga, banana e morangos frescos com sorvete – R$ 12) foi a sobremesa que finalizou muito bem nosso almoço.

Dessa vez deixamos passar a sequência de falhas do serviço, afinal, naquela tarde nossa única preocupação era conversar sobre coisas boas.

Sugestão do chef: Santana de Parnaíba conta com um extenso calendário de eventos culturais e festas católicas. A de Corpus Christi é tradicional pelo belo e colorido tapete de serragem de 800 metros, sobre o qual passa uma procissão.

Villa Monaco: Rua Suzana Dias, 50 (Largo São Bento) – Santana de Parnaíba – SP – Tel.: (11) 4154-4702. Abre às quintas e sextas para o jantar, aos sábados o dia todo e aos domingos para o almoço.

10 de ago. de 2009

Brincando de Chef na Rádio USP FM

Tivemos o prazer de gravar uma entrevista para o programa Áudio Papo, apresentado pelo Fabio Rubira na Rádio USP FM.

Foi um bate-papo bem descontraído sobre gastronomia, que vai ao ar na próxima sexta-feira, dia 14/08, a partir das 20:30, com reapresentação no sábado, dia 15/08, às 10h.

O programa trará ainda uma entrevista com o chef Julinho que comanda a cozinha do Sinhá.

Quem quiser conferir pode sintonizar o FM 93,7 MHz em São Paulo ou o FM 107,9 MHz na cidade de Ribeirão Preto. Outra opção é acessar o site do Áudio Papo.

2 de ago. de 2009

Evento francês com (des)organização brasileira

No dia 12 do mês passado o Parque da Água Branca foi palco do Dia da França em São Paulo. O evento contou com atividades culturais, de lazer e, claro, com a presença da gastronomia, representada por cinco barracas de restaurantes e chefs franceses.
Com a ampla divulgação na mídia, não era para surpreender o grande número de visitantes.

Não era, mas, na prática, não foi bem assim: em algumas barracas as filas estavam imensas, itens do cardápio acabaram bem antes da hora e houve muita demora na reposição.
Depois de uns 30 minutos de espera no quiosque do Orbacco Espaço Gastronômico, não conseguimos provar o couscous marroquino. O jeito foi pedir sopa de cebola com vinho tinto (R$ 9).

Estava ótima, pena que o vinho era brasileiro. Nada contra a Miolo, mas não seria o caso de servir uma opção com vinho francês, mesmo que fosse preciso elevar um pouco o preço?
De lá fomos espiar o cardápio do chef Laurent Suaudeau, mas desanimamos ao ver que os preços não eram nada populares como anunciado na divulgação do evento. Pelo mesmo motivo, também não nos empolgamos com os quiches e o cassoullet do Le Founil, do Sofitel.
Partimos para a barraca do Crepe de Paris, aquele quiosque com franquias em alguns shoppings e cujos sócios inauguraram há pouco tempo um bistrô nos Jardins.

A fila era a enorme, mas, talvez pelo costume de trabalhar em eventos, a boa organização agilizou o serviço. O crepe Valence, com calabresa, catupiry e orégano (R$ 7) matou a fome da Débora. Eu escolhi o Rennes, versão com peito de peru, queijo, tomate e orégano (R$ 8). Ainda dividimos um crepe de chocolate com avelã (R$ 7). Todos simples e muito gostosos.

Conseguimos uma mesa e, enquanto comíamos, vimos cenas desoladoras protagonizadas por alguns visitantes. As pessoas espalhavam lixo por todos os lugares, com uma certa preferência pelo chão do parque. Alguns se divertiam pisando nos talheres de plástico. É bem verdade que a organização do evento e os administradores do parque poderiam ter disponibilizado mais latas de lixo, mas nada que chegue perto de justificar essas atitudes. E olha que, pelo perfil do público, ninguém pode alegar falta de informação ou baixa escolaridade.
Antes de sair, tivemos a sorte de passar no quiosque da La Brasserie, sem dúvida nenhuma o melhor momento da nossa visita.

Provamos um excelente mousse de chocolate (R$ 6) e ainda compramos uma bela caixa com quatro macarrons (R$ 10), simplesmente os melhores que já provamos.

Ao nosso lado, o chef Erick Jacquin ajudava na limpeza da área próxima à barraca e esbanjava simpatia.

Sugestão do chef: entre os dias 11 e 20 de setembro, o mesmo Parque da Água Branca recebe a 13ª edição do Revelando São Paulo, evento que apresenta as tradições do interior paulista, com amplo espaço para a culinária.

Parque da Água Branca: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3865-4130

24 de jul. de 2009

Pizza leve com sabor caseiro

No último dia 10 São Paulo comemorou o dia da pizza. Para a ocasião, visitamos a Vicapota, tradicional e pequena pizzaria no bairro de Higienópolis.
A decoração do local, que lembra mais a de um restaurante de frutos do mar, é bem singela.

Antes mesmo de olhar o cardápio, pedimos uma fatia do pão de calabresa (R$ 6) que chamou a nossa atenção logo que o vimos no balcão de entrada. Pena que ele estava um pouco seco e a calabresa não tinha tanto tempero. Em compensação, a pizza nos surpreendeu.

A Francesa (R$ 34 no tamanho médio), apesar de ter o simples recheio de peito de peru defumado com catupiry, era bastante saborosa.
Já a Higienópolis (R$ 40 no tamanho médio), coberta de mussarela de búfala, tomate sem pele, azeitonas pretas e manjericão, trazia uma mistura aromática, com destaque para o tomate e o manjericão.

A pizza da Vicapota certamente agradará aos que apreciam massa bem fina, com molho e textura que remetem às pizzas caseiras feitas pelas "nonas".
Depois dela, ficamos curiosos para ver como seria a sobremesa que leva o nome da casa e combina sorvete de limão com champagne (R$ 10).

Muito refrescante, o sorvete imerso na bebida ficou suave e ainda mais azedinho. Fez um sucesso bem maior do que imaginávamos.

Sugestão do chef: além das redondas, a pizzaria também serve pratos, saladas e porções.

Vica Pota: Rua Alagoas, 549 – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3825-5512
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