Há poucos anos a Vila Leopoldina era um bairro horizontal cercado por diversos galpões. O movimento maior ficava mesmo por conta dos caminhões descarregando hortifrútis no Ceasa. Atualmente a região sofreu uma metamorfose. Surgiram muitos prédios – alguns bem imponentes – a população se multiplicou e, na esteira dessa transformação, chegaram alguns estabelecimentos bem interessantes. Um deles é o Imperatriz Villa Bar, situado na agradável rua Passo da Pátria, bem ao lado da pizzaria Brascatta, da qual já falamos aqui.
O bar já teve o nome de Coisas do Brasil e fica num casarão decorado com artesanato e quadros inspirados em temas brazucas. No cardápio há também uma referência à escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense.
Nas tardes de sábado, um buffet de feijoada (R$ 34 por pessoa) divide espaço no quintal da casa com músicos que tocam chorinho. O local fica meio isolado do restante do bar, por isso não há incômodo algum àqueles que dispensam música ao vivo.
Além do chopp Stella Artois e Brahma nas versões pilsen e black (aquela cheia de espuma cremosa), há oferta de cervejas básicas e das uruguaias importadas pela Ambev. Pedi uma Norteña, mas tinha acabado. Optei, então, pela cerveja Patrícia (R$ 15), levinha demais pro meu gosto, mas pelo menos refrescou o forte calor.
A Débora preferiu uma caipirinha. Ótima pedida, pois o cardápio apresenta diversas combinações, todas preparadas na frente dos clientes.
Na versão que ela inventou, o saquê foi acompanhado de tangerina, maracujá e pimenta rosa (R$ 13,50). Além de linda, ficou bem saborosa – mais que a minha cerveja.
Na parte comestível, destaque total para os grelhados. A boa notícia é que há alternativas à tradicional picanha no réchaud (também presente no cardápio). Os espetos na travessa que o digam. São bem maiores (e mais caros) que os espetinhos tão comuns por aí, e chegam à mesa com um pãozinho adocicado parecido com uma broa, além de outros bons acompanhamentos. Pedimos logo três.
O melhor foi o de pintado com tomate cereja e palmito pupunha (R$ 14).
Esperávamos mais do mignon de cordeiro com damasco (R$ 16).
Mas a honra das carnes foi salva pelo ótimo lombinho com abacaxi na canela (R$ 11).
Cada espeto dá direito à escolha de um molho. Decidimos rápido pelo de hortelã, tradicional companhia para o cordeiro. A segunda escolha foi o chutney de maracujá e papaya, simplesmente delicioso com o pintado e com o lombinho. A última opção foi o pesto de rúcula. O sabor estava bom, mas ele ficou um pouco deslocado em meio às carnes.
Quando acabamos de comer, o forte calor tinha se transformado em uma tempestade de verão. Sem problemas, esperamos a água parar de cair comendo banana grelhada com leite condensado e sorvete artesanal de macadâmia (R$ 12). Uma delícia e, pelo jeito, fácil de fazer em casa.
Sugestão do chef: No banheiro do Imperatriz Villa Bar ficam à disposição fio dental e antisséptico bucal. Todos os bares deveriam fazer o mesmo, concorda?
Imperatriz Villa Bar: Rua Passo da Pátria, 1.673 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP - Tel.: (11) 3644-4363




