7 de fev. de 2007

Bendita Pizza

Há quase um mês está no ar este blog (antes em outro endereço) feito por dois paulistanos e até agora nenhuma mísera referência à palavra “pizza”. Sem perder tempo tentando justificar o injustificável, vamos logo falar sobre a Bendita Hora, pizzaria de sucesso no bairro de Perdizes.

Quem chega passa pela sala da casa e dá de cara com um rústico bar e uma coleção de vinis de fazer inveja. Ao atravessar o corredor já é possível ter idéia da beleza da área externa dessa antiga chácara com ambientes pra lá de agradáveis. A luz baixa torna o clima propício para um vinho em boa companhia, apesar da enxuta carta.

Durante a semana a casa serve uma mesa de antipastos, mas o que interessa mesmo são as pizzas.

Quem gosta de massa fina vai se deliciar, por exemplo, com a francesa, que leva mussarela, catupiry, tomate seco e azeitonas pretas (R$ 38). Ao contrário da imensa maioria das pizzarias, a Bendita Hora corta as redondas em doze pedaços, e não em oito. Bom principalmente para mesas com muita gente.


O ponto negativo foi conferir a conta e perceber que a casa cobrava o dobro do preço marcado no cardápio pela dose de baileys, que pedimos para acompanhar o sorvete. São “equívocos” desse tipo que, por coincidência, jamais beneficiam o cliente.


Sugestão do chef: Em vez de finalizar com um goró para auxiliar a digestão, peça um cafezinho, que, além de muito encorpado, vem acompanhado de uma exótica gelatina feita de pinga.


Bendita Hora: R. Vanderlei, 795 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3862-0622 — Site: www.benditahora.com.br

6 de fev. de 2007

Portuga bom e barato

Sim, existe um lugar em que é possível comer um ótimo bacalhau sem zerar a conta bancária. É o Ora Pois!, restaurante português da boêmia rua Fidalga, na Vila Madalena.


Comece pela excelente porção de bolinhos de bacalhau (R$ 12), crocantes por fora e cremosos por dentro, sem dúvida os melhores que já provamos. Tão bons que quando lembramos de fotografar só restava o último.

Como prato principal, são várias as opções de bacalhau para duas pessoas, todas acompanhadas de arroz branco e com preço abaixo dos R$ 40. O bacalhau à espanhola (R$ 30) leva lascas do peixe com pimentão, grão de bico e batatas, tudo com bastante azeite.

Se for pedir um vinho, opção de ótimo custo X benefício é o Real Lavrador (R$ 23 a garrafa, R$ 7,50 a taça). Agora, se preferir tornar a bebida companhia para a sobremesa, saiba que o vinho do Porto Adriano cai muito bem com qualquer um dos doces portugueses servidos na casa.
Aliás, se existe uma falha no restaurante é o fato do cardápio não explicar bem as características de cada doce. A impressão que fica é que meia-dúzia deles são idênticos, o que não é verdade. Nada que chegue a comprometer.

Sugestão do chef: Ficou na dúvida na hora de escolher? Chame o garçom Paulo. Sempre de bom humor, ele dará as melhores dicas sobre que prato pedir, que bebida escolher e quais as combinações mais apropriadas.

Ora Pois!: Rua Fidalga, 408 – Vila Madalena – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3815-8224 – Site:
www.orapoisrestaurante.com.br

Inconstância atrapalha boa proposta

O Bar Anhanguera parecia ter surgido pra quebrar a monotonia dos bares que aparecem a todo instante em São Paulo apostando exclusivamente na dupla cervejas básicas e carnes grelhadas. O problema é que não basta ser diferente, é preciso manter a qualidade.


Mas vamos começar com a parte boa. Por lá, é possível encontrar diversas cervejas especiais produzidas em terras tupiniquins, como a mineira Backer, a fluminense Therezópolis Gold e a gaúcha Dado Bier (entre R$ 4 e R$ 15), ainda raras em solo paulistano.

Na primeira visita, a gelada que aguçou mesmo nossa curiosidade foi uma pilsen chamada Haus Bier, da qual eu, Fernando, que saio por aí me passando por cervejeiro, nunca tinha ouvido falar. O detalhe mais curioso é o seu local de origem, a longínqua cidade de Vilhena, em Rondônia.

Pedi logo pra ser apresentado a uma long neck e gostei bastante. É leve, porém saborosa, acima da média das pilsen mais populares do mercado. Semanas depois fiquei sabendo que em Porto Velho tem até choperia da Haus Bier. Entrou pra lista de locais que o Brincando deve conhecer.
Outro ponto positivo do bar é o atendimento. Quem pede uma cerveja especial por lá não corre o risco de observar fenômeno comum em alguns outros locais: ver o rosto do garçom se transformar em um enorme ponto de interrogação logo após ouvir o pedido.
Até aí a proposta funciona bem, porém chegou a hora de justificar o início do texto. Pois bem, é nos tira-gostos que a coisa pega. Na primeira visita, do criativo cardápio, inspirado nas cinco regiões brasileiras, escolhemos a porção de nome Moraes Navarro, que consiste em bolinhos de carne com castanha-do-Pará. De imediato se tornou candidata ao I Prêmio Brincando de Chef de Gastronomia, que promoveremos em dezembro. Porém, em um outro dia (na 3ª visita) , a delícia de outrora tinha se transformado em uma fritura encharcada em óleo e com um inexplicável gosto de salgadinho requentado no microondas.

Depois de algumas cervejas pra tentar esquecer, resolvemos pedir a sobremesa de nome São Francisco. Tradução: quindim com sorvete de tapioca e saladinha de frutas. Depois da primeira colherada, chegamos ao consenso de que aquela não era nossa noite. Isso porque também já tínhamos provado antes e ficado com água na boca. Dessa vez, o quindim não parecia o mesmo e o sorvete artesanal de tapioca tinha sido substituído, sem qualquer aviso, por sorvete de coco desses de supermercado.

Um pena, pois é um lugar agradável, com bom atendimento, ótimas opções de cerveja e fica fora do manjado circuito noturno da cidade. Só resta esperar que o Anhanguera corrija os erros e que tudo não tenha passado de desacertos em uma noite cujo movimento estava acima do normal.

Bar Anhanguera: Rua Tito, 25 – Vila Romana – São Paulo http://www.baranhanguera.com.br

3 de fev. de 2007

Azeite na teoria e na prática

Entender a classificação dos azeites de oliva virgem, conhecer detalhes sobre a produção desde a colheita até a prensagem, aprender o que é importante observar na hora da degustação. Tudo isso já seria motivo suficiente para visitar o site da Casa do Azeite Espanhol, entidade que promove o consumo do azeite daquele país em terras brasileiras. Mas a melhor notícia mesmo é que quem navega pela página pode ganhar ótimos livros de receita.

Para tanto basta responder a um quiz on-line sobre azeite. Nem é preciso ser expert no assunto porque antes de arriscar um palpite dá pra consultar uma enciclopédia virtual com todas as informações detalhadas.
Cada resposta certa vale 10 pontos e com 75 acertos você já poderá receber em casa o livro Reescrevendo a culinária brasileira com azeite de oliva espanhol (144 págs.). Resultado de um ano de pesquisa, a obra traz adaptações de 88 receitas típicas das cinco regiões brasileiras, como moqueca capixaba, feijoada carioca e pudim de tapioca.
E se você perdeu a paciência só de pensar em ter de responder a tantas perguntas de uma só vez, outra boa notícia é que, efetuado o cadastro no site, é possível voltar a responder o quiz a qualquer momento, sem perder a pontuação conquistada.

Casa do azeite Espanhol: www.azeite.com.br
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