Há quase um mês está no ar este blog (antes em outro endereço) feito por dois paulistanos e até agora nenhuma mísera referência à palavra “pizza”. Sem perder tempo tentando justificar o injustificável, vamos logo falar sobre a Bendita Hora, pizzaria de sucesso no bairro de Perdizes.
Quem chega passa pela sala da casa e dá de cara com um rústico bar e uma coleção de vinis de fazer inveja. Ao atravessar o corredor já é possível ter idéia da beleza da área externa dessa antiga chácara com ambientes pra lá de agradáveis. A luz baixa torna o clima propício para um vinho em boa companhia, apesar da enxuta carta.
Durante a semana a casa serve uma mesa de antipastos, mas o que interessa mesmo são as pizzas.
Quem gosta de massa fina vai se deliciar, por exemplo, com a francesa, que leva mussarela, catupiry, tomate seco e azeitonas pretas (R$ 38). Ao contrário da imensa maioria das pizzarias, a Bendita Hora corta as redondas em doze pedaços, e não em oito. Bom principalmente para mesas com muita gente.

O ponto negativo foi conferir a conta e perceber que a casa cobrava o dobro do preço marcado no cardápio pela dose de baileys, que pedimos para acompanhar o sorvete. São “equívocos” desse tipo que, por coincidência, jamais beneficiam o cliente.

Sugestão do chef: Em vez de finalizar com um goró para auxiliar a digestão, peça um cafezinho, que, além de muito encorpado, vem acompanhado de uma exótica gelatina feita de pinga.

Bendita Hora: R. Vanderlei, 795 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3862-0622 — Site: www.benditahora.com.br

Comece pela excelente porção de bolinhos de bacalhau (R$ 12), crocantes por fora e cremosos por dentro, sem dúvida os melhores que já provamos. Tão bons que quando lembramos de fotografar só restava o último.
Como prato principal, são várias as opções de bacalhau para duas pessoas, todas acompanhadas de arroz branco e com preço abaixo dos R$ 40. O bacalhau à espanhola (R$ 30) leva lascas do peixe com pimentão, grão de bico e batatas, tudo com bastante azeite.
Se for pedir um vinho, opção de ótimo custo X benefício é o Real Lavrador (R$ 23 a garrafa, R$ 7,50 a taça). Agora, se preferir tornar a bebida companhia para a sobremesa, saiba que o vinho do Porto Adriano cai muito bem com qualquer um dos doces portugueses servidos na casa.
Mas vamos começar com a parte boa. Por lá, é possível encontrar diversas cervejas especiais produzidas em terras tupiniquins, como a mineira Backer, a fluminense Therezópolis Gold e a gaúcha Dado Bier (entre R$ 4 e R$ 15), ainda raras em solo paulistano.
Na primeira visita, a gelada que aguçou mesmo nossa curiosidade foi uma pilsen chamada Haus Bier, da qual eu, Fernando, que saio por aí me passando por cervejeiro, nunca tinha ouvido falar. O detalhe mais curioso é o seu local de origem, a longínqua cidade de Vilhena, em Rondônia.
Pedi logo pra ser apresentado a uma long neck e gostei bastante. É leve, porém saborosa, acima da média das pilsen mais populares do mercado. Semanas depois fiquei sabendo que em Porto Velho tem até choperia da Haus Bier. Entrou pra lista de locais que o Brincando deve conhecer.
Depois de algumas cervejas pra tentar esquecer, resolvemos pedir a sobremesa de nome São Francisco. Tradução: quindim com sorvete de tapioca e saladinha de frutas. Depois da primeira colherada, chegamos ao consenso de que aquela não era nossa noite. Isso porque também já tínhamos provado antes e ficado com água na boca. Dessa vez, o quindim não parecia o mesmo e o sorvete artesanal de tapioca tinha sido substituído, sem qualquer aviso, por sorvete de coco desses de supermercado.
Um pena, pois é um lugar agradável, com bom atendimento, ótimas opções de cerveja e fica fora do manjado circuito noturno da cidade. Só resta esperar que o Anhanguera corrija os erros e que tudo não tenha passado de desacertos em uma noite cujo movimento estava acima do normal.
Para tanto basta responder a um quiz on-line sobre azeite. Nem é preciso ser expert no assunto porque antes de arriscar um palpite dá pra consultar uma enciclopédia virtual com todas as informações detalhadas.