31 de mai de 2011

Degustação de cervejas no Bierboxx

A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.

Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!

A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.

Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.

Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.

Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.

Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.

Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.

As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).

Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.

Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!

Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.

Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.


Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e "escola" de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).

Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 - Pinheiros - São Paulo - tel.: (11) 3805-0151

15 de mai de 2011

Canteiros e Temperos de São José dos Campos

No início do ano, passamos rapidamente pela cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na única noite que teríamos por lá, um casal de amigos disse que precisávamos conhecer o Canteiros e Temperos.

O local é realmente bastante agradável e tem proposta muito bacana. O restaurante funciona em uma simpática casa rodeada por diversos canteiros de ervas, que garantem delicioso aroma na parte externa da casa.

Crepes doces e salgados são os principais pratos do cardápio, que também traz algumas poucas opções de lanches e quiches.
Para beber, as combinações de sucos são criativas, porém é a carta de chás que impressiona pela variedade. Excelente pedida para o friozinho que está chegando!
Capim manga – manga com capim limão (R$ 5,50) e Dalai Lama – maracujá, manjericão, leite condensado e água (R$ 5,50) foram os sucos que provamos. Pena que estavam mais aguados do que esperávamos.

Já os crepes estavam ótimos! O Montpellier é recheado com frango ao curry, passas, catupiry e maçã (R$ 21,50) e o Lyon traz provolone, catupiry, presunto e maçã. Todos os crepes são servidos com salada.

Ficamos tão satisfeitos que não conseguimos experimentar nenhum crepe doce, mas nem por isso dispensamos a sobremesa. Uma fatia do básico Bolo Húngaro (R$ 5,30), com chocolate e castanha do Pará e o ótimo Moulin Rouge (R$ 8,40) – sorvete de manjericão com calda de morango e vinho do Porto – finalizaram muito bem a nossa estada em São José dos Campos.


Sugestão do chef: junto ao restaurante funciona um empório. Destaque para as geléias artesanais e orgânicas de sabores inusitados como a de alfazema e também para os diversos chás.

Canteiros e Temperos:
Rua Madre Paula de São José, 297 – casa 4 – São José dos Campos – São Paulo – Tel.: (12) 3943-5386

8 de mai de 2011

As massas caseiras do Lo Spaghetto

E eis que nos juntamos à família Luz para jantar no Tatuapé. Surpreendentemente, naquele sábado à noite as ruas principais do bairro estavam lotadas, fato que nos obrigou a alterar a programação incial duas vezes até encontrarmos um restaurante cuja fila de espera fosse inferior a uma hora e meia. Foi assim que chegamos até a cantina Lo Spaghetto.
A entrada principal dá acesso a um misto de rotisserie e empório que, além de molhos e antepastos, comercializa algumas opções de pratos prontos e, principalmente, massas caseiras de fabricação própria.
Enquanto aguardávamos uma mesa, o garçom logo trouxe os antepastos: pão italiano, bons queijos, frios, sardela e ácidas azeitonas pretas (R$ 25).

A conversa estava tão animada que a espera, estimada em uma hora, nem nos pareceu tão longa. Já na mesa, o vinho tinto chileno Grand Tarapacá Carmenère (R$ 59) acompanhou muito bem as azeitonas verdes, a beringela em conserva e a sardela do couvert (R$ 7 por pessoa).

No cardápio há algumas opções de carnes, frutos do mar e risotos, mas as massas predonimam e a nossa escolha por elas foi unânime (e a aprovação também!).
Mezza Luna de Alcachofra ao molho Vicino (branco, ao sugo e gorgonzola) para o Fernando e Luna Piena de Catupiry e Manjericão ao molho de camarão para mim. Ambas excelentes, com consistência al dente e molhos muito bem executados. A família Luz foi de Fusilli, Fettuccine e Luna Piena de Catupiry e Manjericão. Todas as massas custam R$ 35, independentemente do molho escolhido.

A lista de sobremesas não empolgou muito e todos já foram pedindo o café (R$ 3,20) , mas uma pessoa fissurada por açúcar como eu não podia deixar de provar algum doce.

Escolhi a Panna Cotta (R$ 12) e não me arrependi. Muito leve e de sabor suave, combinou bem com a calda de frutas vermelhas.

E assim, como acontece no final de cada post no Da Cachaça para o Vinho, um brinde ao nosso ótimo jantar e à ótima companhia!


Sugestão do chef: para que mora na região do Tatuapé, o Lo Spaghetto disponibiliza serviço de delivery de terça a sexta das 18h às 23h, aos sábados das 11:30 às 16h e das 18h às 23h e aos domingos e feriados das 11h às 16h.

Lo Spaghetto: Rua Emílio Mallet, 883 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2942-8674/Delivery (11) 2942 8674

7 de mai de 2011

A Lapinha: o melhor boteco de São Paulo 

A Lapinha, nosso boteco preferido em São Paulo, fica numa rua sossegada do bairro da Vila Romana – região da Lapa –, e bem longe de qualquer badalação.
O local é simples e pequeno mas vive lotado aos finais de semana, provavelmente pela boa combinação do chopp Brahma bem tirado (R$ 4,40) com ótimos petiscos.


Em cada nova visita ao bar nós até tentamos variar os pedidos e experimentar algo diferente, mas não conseguimos resistir ao que, para nós, são as melhores opções do cardápio: os escondidinhos.
Pelo fato de serem preparados na hora, sempre demoram um pouco a chegar, por isso é válido tratar de ir logo forrando o estômago com alguma porção. Costumamos pedir os Pastéis da Horta (R$ 10), recheados com couve refogada e queijo gorgonzola, que são muito saborosos e totalmente diferentes das versões triviais.

As combinações de sabores dos escondidinhos são realmente muito boas. O preferido do Fernando é o de Frango com Milho (R$ 12,50), feito com frango defumado, milho verde, presunto, uva-passa e purê de aipim. Tem sabor de comidinha feita em casa.

Eu fico com o imbatível Camarão com Abóbora (R$ 18). O creme de camarão é muito bem temperado e traz pedaços consideráveis desse fruto do mar. Sem falar no purê de abóbora, perfeito para incrementar o sabor do prato.

No quesito doce, o Brigadeiro de Colher (R$ 3) ainda é o que mais nos atrai, porém nas últimas visitas saímos com a certeza de que a sobremesa já foi melhor.

A Lapinha ainda é um dos poucos bares da capital paulista a unir preço é acessível a qualidade elevada da comida. Mais um motivo que faz deste o nosso boteco preferido!

Sugestão do chef: nos dias frios – e eles estão chegando – sem dúvida o que mais sai da cozinha é o Carioquinha (R$ 7), um caldinho de feijão pra lá de gostoso, servido com salsa e torresmo.


A Lapinha: Rua Coriolano, 336 – Vila Romana – São Paulo – SP – Tel.: 3672-7191
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