18/06/2009

Para ir sem pressa

O corredor de uma casa aparentemente residencial na Vila Madalena leva a um dos representantes da culinária do Marrocos em São Paulo, o restaurante Agadir.

No sábado em que estivemos lá para um almoço, tomamos o cuidado de chegar cedo. A decisão foi influenciada pelos relatos sobre a demora no serviço que ouvimos de diversas pessoas. Mas vale ressaltar que, ao chegarmos, o garçom informou espontaneamente que tudo é preparado na hora e, por essa razão (segundo ele), os pratos costumam demorar. Gostamos da atitude, pois se estivéssemos com pressa, voltaríamos outro dia sem grande estresse.
Como não era o caso, tratamos de pedir as bebidas. Para a Débora, suco de laranja com pepino e um toque de água de flores de laranjeira (R$ 4). Combinação das mais refrescantes e pouco comum.

Eu dividi com os amigos que nos acompanharam um bule de chá verde com hortelã. Custa R$ 5, rende uns três copos e é excelente.

Nossa escolha para a entrada foi uma opção chamada Sabores do Marrocos (R$ 18), um combinado com quatro pastas à base de berinjela, lentilha, espinafre e tomate com pimentão. Elas misturam ingredientes como gengibre, páprica doce e coentro, tudo muito aromático e saboroso.

Pena que uma delas, a Zaalouk (de berinjela), só chegou à mesa no final do nosso almoço. Um erro que nem mesmo as advertências do garçom sobre o serviço justificam, principalmente porque o restaurante estava quase vazio.

Para o prato principal, a especialidade da casa: couscous marroquino. E eles nem demoraram tanto para chegar. A Débora gostou do M Zabi (R$ 30), que trazia frango com molho de lentilhas.

Eu pedi o Royal, que além de conter legumes, é servido com uma carne que pode ser cordeiro ou vitela (R$ 32). Escolhi cordeiro e achei que combinou bem. Para acompanhar, um molhinho que pelo jeito cumpre a função de realçar o sabor.

Saímos com a impressão de que o Agadir é um restaurante bem interessante, mas absolutamente contra-indicado nos dias em que a paciência estiver escassa.

Sugestão do chef: No jantar, às sextas e sábados, acontecem apresentações de dança do ventre.

Agadir: Rua Fradique Coutinho, 950 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3097-0147

14/06/2009

Uma boa quermesse

Com exceção do frio, o mês de junho nos agrada bastante por ocasião das comemorações juninas.
Nos últimos anos não tem sido fácil encontrar boas festas na cidade de São Paulo. A última que visitamos não nos agradou. Os poucos quitutes tradicionais não estavam apetitosos.
Para esse ano, pensamos que a melhor opção seria escolher a festa de algum colégio tradicional da capital, até que nos lembramos da quermesse da Paróquia Dom Bosco e achamos que poderia ser uma boa pedida.
Depois de vestir muitos agasalhos para amenizar o frio do último sábado, nos dirigimos à quermesse. Chegamos cedo e, rapidamente, pagamos os R$ 3 da entrada e seguimos para comprar algumas fichas.

O espaço não é muito grande, mas, logo na primeira volta, notamos que as poucas barracas estavam fiéis às guloseimas e brincadeiras juninas.

Nossa primeira parada foi para comprar vinho quente (R$ 2), que estava bastante aromático.

Os espetinhos de carne, de frango e de linguiça (R$ 2 cada) foram assados no ponto certo e terminaram antes de serem fotografados!

Em seguida, compramos uma fatia bem generosa de cuscuz paulista (R$ 2). Pena que esqueceram de acertar o sal e ficou sem graça.

Na barraca de doces, tudo nos pareceu muito bonito. Fizemos bem em escolher curau (R$ 2) e arroz doce (R$ 2). Ambos cremosos e com sabor caseiro.

Famílias inteiras – de bebês a avós –, crianças brincando com as prendas ganhas e adolescentes escrevendo seus recadinhos no correio elegante deixaram o clima contagiante e completamente saudosista. Impossível não relembrar com saudade a época das quadrilhas do colégio.
Tomamos mais vinho quente e voltamos pra casa felizes. Pena que a quermesse da Paróquia Dom Bosco terminou no último dia 13. Mas fica uma boa dica para junho de 2010.

Sugestão do chef: chegar antes das 19h é o ideal para evitar filas. A paróquia não disponibiliza estacionamento para visitantes, por isso é preciso garimpar uma vaga na rua.

Paróquia Dom Bosco: Rua Pio XI, 2101 – Alto da Lapa – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3022-3334

04/06/2009

Comida portuguesa em cenário bucólico

Nós gostamos tanto do Ora Pois! que já o elegemos o melhor entre os restaurantes “bons e baratos” visitados pelo blog em 2007.
Recentemente estivemos por lá almoçando e, depois de beliscar os pãezinhos do couvert (azeitonas pretas, pão e manteiga – R$ 3,50), provamos o Bacalhau à Brás, um prato que traz bacalhau desfiado, cebolas e batatas fritas, tudo misturado com ovos e acompanhado de arroz (R$ 34 para dois).

A novidade é que, ao sair de lá, decidimos reservar o final de semana seguinte para conhecer a unidade da Serra da Cantareira.
Em um belo e verde espaço, a casa serve bacalhaus com a mesma qualidade da matriz na Vila Madalena.

Outra boa notícia é que os preços de ambos endereços não sofreram reajustes, mesmo com a alta na inflação dos alimentos registrada no ano passado. Exemplo disso são os R$ 35 cobrados pelo Bacalhau à Espanhola. Nenhuma diferença em relação ao preço que costumamos pagar (há pelo menos dois anos) na outra unidade. O prato, para duas pessoas, é servido com uma porção de arroz e inclui lascas de bacalhau com batata, cebola, pimentão e grão de bico.

Claro que antes de prová-lo, dividimos meia porção dos sempre ótimos bolinhos de bacalhau (R$ 8).


O almoço terminou com o Leite de Creme (R$ 5), doce português que se assemelha ao creme brullé e é feito com uma mistura à base de leite e gemas de ovos, coberta com açúcar queimado. Um cálice do aromático licor Beirão (R$ 7,50) caiu bem com a sobremesa.

Na saída, visitamos o pequeno empório de bons produtos portugueses como porcelanas, vinhos, azeites, doces e licores. Fica ao lado do salão principal do restaurante.


Sugestão do chef: no caminho para a unidade da Serra da Cantareira está localizado o Núcleo Águas Claras, do Parque Estadual da Cantareira. A entrada custa R$ 3 por pessoa e o parque traz trilhas em meio à natureza, todas agradáveis e bem sinalizadas.


Ora Pois!: Unidade Vila Madalena – Rua Fidalga, 408 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3815-8224 / Unidade Serra da Cantareira – Estrada das Roseiras, 7880 – Mairiporã – SP – (11) 4485-0245
Núcleo Águas Claras: Av. José Ermírio de Moraes, 96 (divisa São Paulo/Mairiporã) – Telefone: (11) 4485-1079. Funcionamento: sábados, domingos e feriados das 8h30 às 17h (exceto em dias de chuva).
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