27 de out de 2008

O bom e barato de Moema

Em nossas andanças pelo bairro de Moema, notamos um restaurante sempre lotado nos almoços de fim-de-semana, o Abruzzo Trattoria.

Num sábado resolvemos aparecer por lá bem mais cedo do que de costume, na tentativa de não ficar muito tempo esperando por uma mesa. E deu certo.
Pra nossa surpresa descobrimos que o restaurante não tem relação direta com a culinária italiana. A comida é simples, mas muito saborosa. Funciona no sistema de buffet, em que cada um se serve à vontade pelo preço de R$ 15.
O valor é bem barato e deve ser um dos responsáveis pelas longas filas de espera. Principalmente se levarmos em consideração a média de preço das refeições no bairro, em geral bem superior.
Começamos pela boa variedade dos pratos frios, com destaque para as saladas bem frescas e para o caprichado carpaccio.

As opções de pratos quentes não são muito variadas, mas atendem a todos os paladares. Primeiro, provamos arroz com carne seca e um excelente bacalhau fresco grelhado, que ficou ainda melhor com um pouco do molho de maracujá.

Depois, partimos para as massas e experimentamos o raviole de carne com molho ao sugo e o espaguete ao molho pesto, todos bem executados. Tivemos que passar mais uma vez pela mesa dos pratos quentes!

Além do peixe e das massas, o buffet trazia ainda feijoada, frango e carne.

Sugestão do chef: pelos R$ 15 também estão inclusas algumas frutas (mamão e abacaxi) e sorvete de creme como sobremesa. Escolhemos uma fatia de mamão junto com uma bola de sorvete.


Abruzzo Tratoria: Rua Gaivota, 678 – Moema – São Paulo – SP – Tel. (11) 5055-2081

19 de out de 2008

Quatro culinárias em um só lugar

O restaurante Obá freqüentou por muito tempo nossa imensa lista de locais para conhecer, até que finalmente na noite do sábado de uma semana especial, corremos para lá.
Num ambiente lindo e aconchegante, o restaurante apresenta uma boa mistura de culinária brasileira, mexicana, italiana e tailandesa.

Começamos pelo México com as Chimichangas: burritos dourados e recheados de pernil ao chili, com salsa de abacaxi (R$ 17). Ótimo no sabor, porém imaginamos que a porção seria um pouco mais generosa.

A cozinha brasileira inspirou a escolha da Débora para o prato principal. Ela pediu Peixe Caju (R$ 47), um bom filet de peixe em crosta de castanha de caju servido com purê de cará e molho de frutas. Simplesmente delicioso.

Eu, que ando mais viciado em curry do que o normal, fiquei logo de olho nos pratos de inspiração tailandesa. Fui de Gueng Garri Gai (R$ 34,50), um curry de frango com batata doce, arroz jasmim e relish de pepino. Estava bom, mas confesso que esperava um pouco mais.

Para a sobremesa, optamos pela degustação que dá direito a escolher quatro opções de doces, uma de cada país que inspira o cardápio do restaurante (R$ 29,50).

Em sentido horário, o Buñuelo, massa crocante mexicana com melado de rapadura, sorvete de creme e farofinha de milho estava só razoável. Um pouco melhor era a Torta do Luiz, feita com mousse de chocolate, um toque de cachaça, castanha-do-Pará e calda de maracujá. Surpreendente mesmo foi a excelente combinação do Fragole all’aceto (morangos com aceto balsâmico e creme de mascarpone). Em contrapartida, o Kao Niau, arroz doce tailandês ao leite de coco e manga, do qual tanto esperávamos, deixou a desejar.

Sugestão do chef: Entre as bebidas, uma opção bem criativa é a Caipirinha Abstêmia de frutas vermelhas (R$ 8,50). É um suco, porém com pedaços inteiros das frutas e servido em copo de caipirinha. Muito bom.

Obá: R. Melo Alves, 205 – Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3086-4774

13 de out de 2008

O Brasil é aqui

Quem passa em frente ao Feira Moderna não imagina que nos fundos da loja de artesanato funciona um excelente restaurante de comida brasileira.

O local é simples mas charmoso. Impossível não ficar totalmente à vontade ao se sentar em uma das mesas que contornam o jardim. Dá até pra se sentir no quintal de casa.

No cardápio, alguns dos principais pratos típicos da cozinha brasileira, com destaque para os da região nordeste. Os sucos, doces e sobremesas também são todos bem brasileiros.
Na entrada, uma lousa informa os pratos do dia. Ali mesmo decidimos quais seriam nossos pedidos: Vatapá (R$ 25) e Bobó de Camarão (R$ 25).

Ambos deliciosos, com sabor de comida caseira. E as porções generosas nos agradaram bastante.
Para acompanhar um almoço tão caprichado, escolhemos os refrescantes – e azedinhos – sucos de cacau e de cajá (R$ 3,50 cada).

Entre as mais atrativas sobremesas do Feira Moderna estão os sorvetes paraenses da marca Cairú. E não foi nada fácil decidir entre os vinte e dois sabores, quase todos exóticos para nós aqui do Sudeste. Eu fui de Taperabá, servido com cajuí em calda, um tipo de compota feito com o mini-caju do cerrado (R$ 7,50).

O Fernando ficou com o de Mangaba (R$ 4,50 uma bola) e, na sequência, pediu um bombom de Cupuaçu (R$ 3,50) que estava tão bom quanto nossos sorvetes.

Ultimamente temos freqüentado bastante o Feira Moderna, pois, além de ficar num dos nossos bairros preferidos, é um restaurante que faz pratos excelentes, bem servidos e a preços justos.
Em uma das outras visitas provamos o ótimo Filé de Badejo ao molho de vinho branco com creme de leite, alcaparra, camarão, cogumelo, arroz branco e brócolis (R$ 26).

Sobre os doces, conhecemos o bolo de fubá cremoso (R$ 4), o bolo de rolo (R$ 4) e a mousse de cupuaçu com chocolate (R$ 4,50). Recomendamos todos.

Sem dúvida o Feira Moderna é uma boa opção para quem costuma receber estrangeiros e quer apresentar a eles um pouco do que há de melhor na nossa gastronomia, sem pagar uma conta exorbitante.


Sugestão do chef: além dos sucos exóticos, duas outras bebidas também chamaram a nossa atenção. O refrigerante de caju da marca São Geraldo, feito na cidade cearense de Juazeiro do Norte (R$ 2,80), e a Cajuína, suco integral de caju produzido artesanalmente lá no Piauí (R$ 4 o copo e R$ 8 a garrafa).

O refrigerante é levinho e quase não tem gás. A Cajuína é muito diferente do suco de caju que estamos acostumados a tomar. Eu gostei, mas o Fernando nem tanto.

Feira Moderna: Rua Fradique Coutinho, 1248 – Vila Madelena – São Paulo – SP – Tel. (11) 3032-2253

1 de out de 2008

Ainda é tempo de comer fondue

A primavera chegou mas o frio ainda não nos abandonou de vez. Clima apropriado para saborear as ótimas fondues do Hannover. Há 21 anos o restaurante abre suas portas apenas entre abril e outubro, e o cardápio é exclusivamente dedicado ao prato suíço em diferentes versões.

Em um ambiente aconchegante, com bastante madeira e luz de velas, a noite começa com um gigantesco couvert (R$ 6,90 por pessoa).

Azeitonas, tomate seco, filé de anchova, patês de presunto e de atum são algumas das iguarias servidas como entrada. Mas convém evitar exageros, porque você ainda terá uma difícil escolha pela frente: são seis tipos de fondue salgados, além de três versões doces (doce de leite, chocolate branco e ao leite).
Pra nós seria mesmo muito difícil ficar com uma só, por isso concentramos nossa escolha em uma das três versões de rodízio. Optamos pelo mais completo deles, o rodízio Hannover (R$ 68,80 por pessoa), com direito a filet mignon, frango, picanha, fondue de queijo e mais uma fondue doce – escolhemos chocolate ao leite.



As carnes vieram acompanhadas de alguns molhos à base de maionese. A fondue de queijo foi servida com pão, goiabada e batatinhas.
E a de chocolate chegou com boa variedade de frutas da estação e marshmellow.
Pelas fotos deu pra notar que, em vez do óleo, preferimos preparar as fondues de carne na pedra. Só que nem mesmo esse preparo mais “light” nos livrou de uma certa culpa por termos comido tanto.

Sugestão do chef: às quartas e aos domingos o rodízio é grátis para as mulheres, desde que cada uma delas esteja acompanhada de um homem pagante. Em alguns dias da semana também tem música ao vivo. Quando isso acontece é cobrado R$ 8,90 pelo couvert artístico.

Hannover:
Av. Cotovia, 445 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5561-5411
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