28 de dez de 2007

Os melhores de 2007

Para marcar o término do ano, preparamos uma retrospectiva dos melhores locais visitados pelo blog em 2007. A idéia nasceu de uma brincadeira que já fazíamos muito antes de o blog existir, a de “eleger” os melhores bares e restaurantes que freqüentamos no ano. Como é a primeira vez que a brincadeira se torna pública, demos o nome de I Prêmio Brincando de Chef. Nossas escolhas foram unânimes na maioria das categorias. Em apenas três delas precisamos discutir até que um de nós topasse rever o voto. Tudo muito democrático! Por fim, chegamos a um consenso, e o resultado você fica sabendo agora:

Bom e barato: Ora Pois!
Carnes: Bárbaro
Sobremesa: Panqueca de doce de leite do Corrientes 348
Restaurante: Mestiço
Bar: Anhanguera
Couvert: Brasiliani Bar e Forneria
Pizza: Bráz
Comidas rápidas: Patagônia
Guloseima: Torta Rogel do Havanna
Melhor do ano: Arancini

E como, infelizmente, a gente não consegue acertar sempre, escolhemos também aqueles que, em nossa opinião, precisam melhorar em 2008. São eles:

Decepção do ano: Tordesilhas
Pior do ano: Café Pittoresque

21 de dez de 2007

Post de Natal

Marcamos de encontrar o Tony e a Cecília mais uma vez antes do final do ano. Sugerimos um passeio por Moema, bairro que freqüentamos assiduamente. A idéia era tomar um café, bater papo e aproveitar para olhar a decoração da rua Normandia, um dos endereços mais conhecidos do Natal em São Paulo.



Encontramos nossos amigos no Pain et Chocolat, do qual já falamos aqui. Enquanto eles experimentavam bebidas à base de café, nós, que não tínhamos almoçado, resolvemos pedir uns lanches.

A Débora ficou com o sanduíche Arbex, um ótimo croissant recheado de presunto Parma, queijo brie, tomate confit e rúcula (R$ 13,40).

Para mim, o Vegetariano, que levava berinjela, cenoura e abobrinha grelhadas, cogumelos Paris salteados e mussarela de búfala dentro de uma ciabata integral (R$ 12,90).

Ambos são caprichados e valem por um almoço.
Também bebemos dois smoothies. O da Débora era feito com sorbet de framboesa Haagen Dazs e melão Cantaloup (R$ 9,80). O meu, o smoothie Cris, misturava pêssego, laranja e iogurte (R$ 7,80). Todos tão bons quanto os sanduíches.

Gentilmente, o Tony e a Cecília esperaram o fim do nosso almoço para escolhermos juntos alguns doces. Pena que o Tony se decepcionou com o mini-tiramissu. Mas pra compensar, a Cecília aprovou o docinho de chocolate amargo.

A Débora e eu dividimos um Dude de mousse de brigadeiro (R$ 6,50). Bem leve e saboroso, só que a mousse poderia ter mais gosto de brigadeiro.

Mas se aquele não era um bom dia para sobremesas, tudo bem, pelo menos para as mulheres. O que elas queriam mesmo era provar sapatos nas lojas do gênero espalhadas pela redondeza. Enquanto isso, o Tony e eu batíamos um bom papo.
Terminada a (longa) espera, tomamos um sorvete na Stuppendo e rumamos para a rua Normadia, charmosa mesmo fora do período natalino. Suas casas, todas comerciais, têm arquitetura européia e transformam a rua numa espécie de boulevard, que nesta época do ano vira passeio turístico e atrai gente de todas as idades e de várias partes de São Paulo.



A diversão para a criançada está nas simulações de neve, no papai-noel gigante e, claro, no bom velhinho de carne-e-osso que escuta com carinho cada pedido.


Já os adultos se encantam pelas luzes e pelas canções natalinas apresentadas por corais.
Pena que neste ano o Natal da Normandia estava bem fraquinho, sem grandes investimentos. Para piorar, a prefeitura sequer se deu ao trabalho de fechar a rua para os carros. Resultado: confusão, dificuldade de circular ou fotografar e crianças correndo sob os olhos bem preocupados dos pais. Inexplicável!
Antes de ir, passamos na Belgian Beer Paradise, uma loja bem bacana (e cara!) de cervejas importadas.

Terminamos o agradável dia em uma das mesas do Patagônia, bebendo cerveja e comendo empanadas.
E se o Natal da rua Normandia não é mais o mesmo, pelo menos as fotos que tiramos de lá servem de “deixa” para desejarmos a todos leitores um FELIZ NATAL*, repleto de paz, alegria e... comida!

Sugestão de chef: quando pedimos a conta no Pain et Chocolat, recebemos junto uma calculadora para facilitar a divisão dos valores. Achamos a idéia original, atenciosa e eficiente.

* Nossos votos de feliz Natal não significam nenhuma despedida porque o ano ainda não acabou para o blog. No próximo post divulgaremos os vencedores do I Prêmio Brincando de Chef. É só aguardar.

Belgian Beer Paradise: Rua Normandia, 52 – Moema – São Paulo – Tel: (11) 5044-3956
Pain et Chocolat: Rua Canário, 1301 – Moema. Tel.: (11) 5094–0550
Patagonia: Avenida Rouxinol, 953 – Moema – Tel.: (11) 5055–2341/7466.

19 de dez de 2007

A casa das panquecas

Uma coisa que nos alegra bastante é conhecer um restaurante simples que serve comida saborosa a preços justos. Mas aqui em São Paulo nem sempre dá pra se alegrar com isso. Às vezes a comida é boa, mas custa caro. Também acontece o oposto, do preço ser justo, mas a comida decepcionar. Ainda bem que esse não é o caso da Que Pankeka Pizza & Cia.
O lugar é bem simples e o cardápio segue a mesma linha.

As panquecas, encontradas em mais de cinqüenta versões, são o carro-chefe da casa. E com tantas opções achamos melhor acalmar a sede pedindo suco tropical (acerola, morango e melão) e suco de acerola com laranja, ambos a R$ 3,80.


A decisão não foi fácil, mas optamos pela panqueca bolognesa com catupiry, bacon e gratinada ao molho quatro queijos (R$ 17,90 a individual e R$ 24,40 a grande). Deliciosa e nada enjoativa. A foto abaixo mostra apenas metade da porção grande.


E pra quem achou o pedido um tanto calórico, melhor nem ver as sobremesas!
O Fernando não resistiu à panqueca de banana com chocolate, castanha de caju e sorvete de chocolate (R$ 8,50).


E eu fui seduzida pela panqueca de morangos flambados com calda de chocolate e sorvete de creme (R$ 10,40).


Fomos embora bastante satisfeitos e com pelo menos cinqüenta novos motivos pra voltar.

Sugestão do chef: além das panquecas o restaurante serve PFs, pizzas (frita e tradicional) e waffers. Também costuma fazer algumas promoções. Em uma delas, quem pede vinho quente ou chocolate quente com marshmallow nas noites de frio, ganha uma caneca.

Que Pankeka Pizza & Cia.: Rua Tuim, 1060 – Moema – São Paulo – SP. Tel.: 5532-0330/5543-7545. Mais dois endereços em São Paulo.

16 de dez de 2007

Hambúrguer em brasa de carvão

A Lanchonete da cidade é uma das inúmeras casas de hambúrguer da região dos Jardins. A decoração apresenta o tradicional balcão de fórmica – comum nas lanchonetes da década de 60 –, em meio a elementos que remetem à arquitetura modernista brasileira.


No fundo do salão, espaço para alguns brinquedos e LPs antigos. Tem até discão do Roberto Carlos exposto por lá. Pra quem gosta...

Com a fome que estávamos, logo deixamos os detalhes de lado para nos concentrar no cardápio. E vimos que a “especialidade da casa” é o hambúrguer Bombom, com 220 gramas de carne e molho de tomate, servido no pão francês em formato arredondado. Qualquer outro acompanhamento deve ser pedido à parte. Achamos “basicão” demais e fomos olhar as outras opções.
Enquanto isso, chegava à mesa nosso milk shake de doce de leite com sorvete de creme e Nutella (R$ 13,50). Muito bom, pena que só rendeu meio copo pra cada um.

Finalmente decidimos. Eu fui de Leblon: hambúrguer de carne, queijo camembert, tomate, alface frissé, ervas finas e bastante bacon (R$ 20, 50).

Bonzinho, muito inferior ao lanche 22, pedido pela Débora.
A mistura de hambúrguer com mussarela de búfala, rúcula, tomate fresco e pesto de aliche estava realmente deliciosa (R$ 20).

Os hambúrgueres são grelhados em brasa de carvão, o que dá à carne um gosto de churrasco, diferente de outras lanchonetes. O único senão fica por conta do atendimento. Os garçons são atenciosos, o problema é que cada mesa é atendida sempre pelo mesmo garçom. Com isso, toda vez que chamávamos outro atendente, ele percorria o salão até achar o “nosso” e avisá-lo que tínhamos um pedido a fazer. Burocrático demais pro nosso gosto!

Sugestão do chef: em alguns lanches, é possível escolher o tipo de pão preferido. Tem até pão preto e pão de miga integral.

Lanchonete da Cidade: Alameda Tietê, 110 – Jardim Paulista – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-3399

11 de dez de 2007

Jantar regado a boa conversa

Graças ao Beto, soubemos que um grupo de blogueiros nota dez se reuniria no Rôti (restaurante, rotisserie e pâtisserie), aqui em São Paulo. Alguns já se conheciam pessoalmente, outros, como nós, viram pela primeira vez aquelas pessoas que, de certo modo, já eram familiares.
Estávamos um pouco sem jeito, mas logo fomos recebidos pela Liciana, a grande responsável pela organização do encontro.
Sentamos no agradabilíssimo jardim do restaurante para bebericar uma cerveja, e não demorou muito para nos sentirmos à vontade.
Enquanto esperávamos o resto da turma, beliscamos os deliciosos pães servidos no couvert, com destaque para as torradinhas de parmesão e para o pão integral de nozes e castanhas.

Aqui cabe uma pausa para dizer que as fotos não ficaram grande coisa. Nossa câmera está com problema e tirar fotos em ambientes com pouca iluminação está cada vez mais difícil. Por sorte ela resolveu encrencar bem perto do Natal. Só espero que o Papai-Noel também leia blogs...
Voltando ao que interessa, aos poucos as pessoas chegavam.

Primeiro conhecemos a Majô, a e a Patsy, todas muito simpáticas e receptivas. Depois foi a vez da Emília e do Marc, atenciosos como nós bem imaginávamos. O Ernesto e a sua esposa foram os próximos e, na seqüência, a Tati e o Jorge, os pais viajantes da famosa Clara.
Direto de Santos vieram o Beto – que escreve uns textos deliciosos – e a sorridente Teté.
O Nick – simpatia em pessoa – e o Ricardo – guru e comandante da tripulação – foram os últimos a chegar.



Daí a comilança começou.
A maioria optou pelo ravióli de mussarela de búfala.


O Fernando escolheu linguado em crosta de ervas com risoto de limão e manteiga aromatizada (R$ 38). Um prato delicioso, com peixe e risoto servidos no ponto certo.

Eu fui de atum em crosta de gergelim com cestinha de shimeji e molho tarê (R$ 39). Combinação cujo visual agradou a todos.


O peixe era leve e saboroso, mas vale ressaltar que ele não é grelhado por inteiro, apenas selado. O gosto do molho tarê, feito à base de shoyu, predominava.
Papo vai, papo vem, e a noite ficava cada vez mais agradável. Quando demos conta já era quase uma da madrugada e o jeito foi pedir a sobremesa. O que nos atraiu no cardápio foi a degustação de mini pâtisserie (R$ 14).


Boa, porém esperávamos mais. É que já conhecemos vários dos caprichados doces feitos pelo Rôti e achamos que a degustação deixou de fora alguns dos melhores. Tudo bem, dessa vez nem ligamos. O mais importante é que conhecemos pessoas muito legais e, certamente, fizemos novos amigos.
E não há momento melhor para agradecermos pela receptividade e simpatia que todos tiveram conosco.


Sugestão do chef:
de segunda à sexta, o Rôti serve almoço executivo das 12h às 15h, por R$ 24,90. O cliente escolhe uma opção entre carne, massa, ave ou peixe e, enquanto espera, pode se servir em um buffet de saladas, pães e tortas. No preço estão inclusos também alguns docinhos da pâtisserie.

Rôti: Rua Lisboa, 191 – Pinheiros – Sao Paulo – SP – Tel: (11) 3082-7904

9 de dez de 2007

Sorvete de grife

Até o começo do ano, tratávamos a sorveteria Stuppendo com um certo desprezo. Não adiantava dizer pra gente que os sorvetes de lá são ótimos, que o lugar é agradável, movimentado... nem dávamos bola.


Era uma questão de escolha: preferíamos a vizinha Art Gelatti e seus deliciosos gelados com doce de leite argentino. Acontece que há uns oito meses ficamos órfãos da nossa sorveteria preferida, que baixou as portas sem qualquer aviso. O jeito seria matar a vontade com os famosos sorvetes do chef/apresentador Eduardo Guedes.



E numa dessas tardes de calor, chegamos à Stuppendo. Depois de provarmos uns 15 sabores, definimos como ficaria nossa taça com três bolas (R$ 13). Cajá e tangerina foram as escolhas mais fáceis, dois sorvetes refrescantes com gosto natural de fruta. A fila aumentava e, antes que a atendente se irritasse, completamos a taça com uma bola de milho verde. Também excelente.

A sorveteria oferece taças com até sete sabores, mas quem acha tudo isso um exagero pode optar por apenas dois, servidos em copinhos a R$ 7 e R$ 9, dependendo do tamanho.
Para os chocólatras, além de boas opções de sorvete com o doce, a Stuppendo oferece uma ótima trufa de chocolate artesanal (R$ 3), feita com alta concentração de cacau. Tão interessante quanto o bolo de chocolate com sorvete, vendido por R$ 9.
E assim a Stuppendo se tornou nossa preferida. Mas se o casal de argentinos retomar a produção de sorvetes, é bem provável que a gente precise reescrever essa história.

Sugestão do chef: dois sorvetes que experimentamos em outras visitas também merecem nossa recomendação. O primeiro é o sabor caju, com gosto idêntico aos melhores sucos naturais desta fruta. O outro é o África, uma cremosa mistura de chocolate, castanha-do-Pará e passas ao rum.

Stuppendo: Rua Canário, 1321 – Moema – São Paulo – SP – tel.: (11) 5093-2967

5 de dez de 2007

Bebidas asiáticas

Como bem disse o Tony no comentário do post sobre a Liberdade, eu e o Fernando ficamos descontrolados dentro dos supermercados e mercearias do bairro oriental. Mas não é pra menos. Dá pra passar horas nesses lugares descobrindo novos sabores, produtos e curiosidades. Difícil é não sair comprando tudo que se vê pela frente.
Depois de olharmos bastante coisa, decidimos levar algumas bebidas, todas em média R$ 3.
Confira o nosso parecer – singelo e pouco aprofundado – sobre cada uma delas.

Bebida de batata d’água com cana e cenoura
Origem: China
Quando despejamos o conteúdo da latinha em um copo, tivemos uma surpresa: pedaços de cenoura, cana e batata d’água complementavam a bebida. Foi estranho.

A batata tinha textura de maçã e a cenoura perdeu seu gosto. O líquido lembra caldo de cana – inclusive no aroma – com menor concentração de açúcar e leve sabor de batata doce. No geral, não nos agradou. Não é parecido com nada que conhecemos aqui no Brasil.


Suco de Lichia
Origem: Malásia

Diferente dos sucos de lichia feitos por aqui a partir da fruta in natura, esse apresenta sabor marcante e refrescante, que se assemelha um pouco com o suco natural de pêssego. Uma delícia!



Suco de Lichia com pedaços de coco
Origem: Taiwan

O cheiro e o sabor da lichia prevalecem. Já o coco só foi notado nos pequenos pedaços, que, por sinal, ficaram tão hidratados que pareciam gelatina. Não é tão bom quanto o suco de Lichia citado anteriormente.



Grass Jelly Drink e Honey Herbal Jelly (bebidas com gelatina)
Origem: China
Estão mais para chá gelado do que para suco. Apresentam bastante espuma e têm gosto de chá mate com sutil sabor de caldo de cana no final. A cor é de refrigerante tipo cola e o aroma bem semelhante ao da bebida de batata d’água. Os pedaços de gelatina se concentram no fundo do copo.



Suco de abacaxi com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

De cara percebemos que não tem cheiro de abacaxi. Aliás, o aroma não é lá muito agradável. A bebida é ácida e o gosto de conservantes é acentuado.



Suco de uva verde com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

É o nosso suco preferido junto com o de lichia. O sabor se assemelha à polpa natural de uva verde. Não é muito doce e os pedaços da fruta são generosos.

De todas as bebidas, esta é a mais fácil de ser encontrada em diversos estabelecimentos. Pena que a embalagem é pequena.



Suco de aloe vera (babosa) e uva verde
Origem: Japão

Aroma e sabor marcantes de uva. Não se percebe o gosto de aloe vera – que não sabemos qual é – nem em seus finos e pequenos pedaços. É tão gostoso quanto o suco de uva verde – talvez por parecer muito com ele –, mas acreditamos ser diferente de outras bebidas de aloe. Da próxima vez vamos optar por um suco dessa planta sem qualquer mistura.



Tsingtao – Cerveja Pilsen
Origem: China

Pouco (ou nada) encorpada e quase sem espuma. O amargor é sutil e lembra, de longe, algumas pilsen nacionais de qualidade razoável. Não fez sucesso.


Sugestão do chef: além da Liberdade, esses produtos são encontrados em alguns empórios da região da 25 de Março e em outros pontos da cidade, como uma loja instalada no Conjunto Nacional, na Av. Paulista.

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