28 de ago de 2007

O que é essencial para o seu paladar?

Quais são as comidas e as bebidas das quais você não consegue ficar muito tempo longe? Não vale dizer água ou o que for básico para a sobrevivência. Estamos falando daquilo que aguça seu paladar a ponto de não conseguir se privar por um tempo prolongado. Difícil, né? Mas resolvemos encarar o desafio e fizemos nossos Top 10. Aí vão:

Lista da Débora
• Azeitona
• Banana
• Batata
• Chá
• Chocolate
• Churrasco
• Leite condensado
• Pão
• Pizza
• Sardela

Lista do Fernando
• Azeite
• Castanha de caju
• Cerveja
• Chocolate
• Churrasco
• Doce de leite
• Folhas verdes
• Milk shake
• Pizza
• Suco de uva

Ps: Fazer esse tipo de lista é como responder qual é a seleção brasileira ideal: de um dia pro outro pode dar vontade de mudar os dez (ou os onze).

21 de ago de 2007

Gula & Design Boa Mesa: melhores momentos

Terminou no último sábado a edição 2007 do Gula & Design Boa Mesa Gourmet , para muitos o maior evento de gastronomia do Brasil. Com tema inspirado no Guia Michelin, o evento contou com aulas comandadas por quatro renomados chefs internacionais: o português Joachim Koerper e os franceses Lionel Lévy, Nicolas Lê Bec e Jean-Cristophe Ansanay.
A melhor definição é a que li em algum lugar que não me lembro qual: um parque de diversões para o público gourmet. É que o Boa Mesa traz a possibilidade de conhecer algumas tendências gastronômicas e, claro, degustar boas novidades de produtores competentes.
E tudo isso em um espaço de muito bom gosto, com boa parte da estrutura herdada da Casa Cor, grande evento de decoração ocorrido no mês passado nesse mesmo local.


O bom gosto começa no hall de entrada, com suas “mesas-lareiras” e seus lustres imponentes, passando pelo belo projeto paisagístico, assinado por quatro arquitetos.



O investimento no design do espaço pode ser observado em cada detalhe, até no visual dos banheiros, modernos demais para o meu gosto.




Mas como o assunto aqui é gastronomia, aí vai um resumo do que vimos e provamos de melhor nos mais agradáveis espaços do evento.

Espaço Toscana
A altíssima gastronomia – principalmente os pratos com trufas – foi bem representada no espaço Toscana. Alho poró com trufa negra, arroz arbóreo com tartufo e sal fino com tartufo branco foram alguns produtos apresentados.


O espaço ficou lotado o tempo inteiro, mas com um pouco de persistência conseguimos degustar uma boa polenta com trufa negra.

Avestro
Para quem ainda não provou, carne de avestruz é macia e saborosa. E isso também vale para a lingüiça e para a mortadela que nós degustamos no stand da Avestro.

Só que a Débora morre de pena do bicho.

Bombay
Considerada a primeira loja especializada em temperos, ervas, pimentas e afins do Brasil, a Bombay marcou presença e, de novo, consumiu um bom tempo da nossa visita ao evento. Também pudera, por mais gourmet que seja o público freqüentador, arrisco dizer que não há quem revire as prateleiras sem encontrar pelo menos um condimento do qual nunca tinha ouvido falar. E até novas apresentações dos itens conhecidos fizeram parte do sortimento levado para o Jockey Club. Molho de pimenta Tabasco em versão mini e desodorizador de ambiente com fragrância de cardamomo são bons exemplos.

Mas o que nos atraiu mesmo foi uma interessante degustação de pimentas recheadas com berinjela, atum e ricota.

Muito boas e perfeitamente encaráveis. Mas, pensando melhor, cinco na sequência foi um certo exagero.

Dom Spinosa
Quantos tipos de vinagre você conhece? Confesso que eu conhecia uma meia-dúzia, no máximo. Tudo mudou depois de passarmos pelo stand da Dom Spinosa.

A empresa produz no interior paulista uma boa variedade de vinagres de frutas orgânicas. Maracujá, kiwi, jabuticaba, laranja com mel e manga são algumas das opções. Experimentamos só o de mexerica, e gostamos muito.

Queensberry
Degustar ou mesmo comprar ótimas geléias foi, mais uma vez, um bom programa para os visitantes do Gula & Design Boa Mesa. Neste ano, a Queensberry apresentou algumas versões de sua linha Gourmet, entre as quais as ótimas menta com hortelã e gengibre com limão. Destaque também para as geléias da linha Delight, feitas só com ingredientes naturais e adoçadas com suco de frutas.

Provamos as de cassis e de cereja vermelha, ambas ótimas. A linha inclui ainda blueberry, physalis e boysenberry.

Vigor
A Vigor foi criativa: reservou para os seus quejos Faixa Azul o mesmo destaque que obras de arte e objetos valiosos costumam receber.

O resultado foi um dos stands mais bonitos dessa edição.

Madame D’Orvilliers
Uma das melhores partes desses eventos é a possibilidade de experimentar algo que nem sequer foi lançado. Exemplo disso é o café Madame D’orvilliers, que ainda busca espaço nas gôndolas de empórios e supermercados.

Elaborado com grãos do Cerrado Mineiro, apresenta aroma e acidez bem intensos. Para a Débora, melhor até que o Fazenda Pessegueiro. Para mim, bom.

Salton
Num belo e bem decorado espaço, a Vinícola Salton apresentou alguns de seus melhores tintos, brancos e espumantes.

Enquanto a Débora experimentava o espumante rosé Poética, eu fui servido de um surpreendente Volpi Chardonnay. Até quem não é muito afeito aos vinhos brancos vai concordar que é ótimo. Infelizmente o Salton Talento não estava disponível para degustação. Compreensível.

Mumm
Antes da noite chegar e trazer com ela o frio, o quiosque do Mumm era um dos mais disputados.

Valia a pena esperar por uma taça: o espumante elaborado em Mendoza merece a fama que conquistou.

Amarula
Provamos a bebida africana em uma nova apresentação, preparada na coqueteleira por um barman malabarista.



Ficou deliciosa. E tem como algo com Amarula Cream não ficar bom?

Baden Baden
Apesar da variada oferta de bebidas, não foi dessa vez que nos distanciamos das cervejas. Coube à Baden Baden representar o gênero em um bar estilizado no qual vendia todas as versões e ainda pratos e petiscos para acompanhá-las.

Uma pena ter visto a logomarca da cerveja Primus grafada em uma das geladeiras. Não fazia questão nenhuma de lembrar que a Baden Baden não é mais micro.

Sweet Brazil
Depois de tantas bebidas, os médicos costumam recomendar uma certa dose de glicose. Resolvemos o problema na Sweet Brazil com um bombom de gianduia e outro de marzipã (R$ 3 cada).


Com 20 anos de atuação, a empresa fornece aquilo que chama de chocolate com design, verdadeiras obras-primas voltadas para festas e eventos. Ps: chocolate + design = dificuldade para tirar a Débora de lá.

GE
Cercado pelo mundo gourmet, alguns poderiam se empolgar e levar a história de cozinhar um pouco mais a sério. Para esses, o stand da GE era uma perdição, sobretudo por causa dos fogões com acabamento titanium.


Nosso preferido, o Reflex Vinho, custa pouco mais de R$ 1.500,00. Quem sabe um dia...

Cast Uniformes
E para quem já é ou pretende ser um profissional da área, a lojinha da Cast Uniformes era o local ideal para encontrar aventais, sapatos especiais e toda a vestimenta necessária para não fazer feio na cozinha.

Livros de Gastronomia
Livros de receita, biografias de grandes chefs, história dos alimentos. Quem gosta de comida costuma ler bastante sobre o assunto e é por isso que a livraria La Selva marcou presença com todo seu portfólio de gastronomia.

Outra representante da literatura gastronômica foi a editora Boccato, que levou alguns bons títulos a preços promocionais.

19 de ago de 2007

Gula & Design Boa Mesa Gourmet 2007

Estivemos no último dia do evento que aconteceu no Jockey Club de São Paulo e saímos de lá com muitas fotos para selecionar e bastante informação para escrever. Isso porque nesse ano o evento cresceu e ficou ainda mais interessante.
Enquanto o post não fica pronto, fizemos um pequeno vídeo com uma prévia do que aconteceu por lá.
Por ser nosso primeiro vídeo, não conseguimos evitar alguns problemas no som e na imagem. Mas prometemos melhorar nos próximos!

15 de ago de 2007

Sabores do Oriente Médio

A diversidade gastronômica da cidade de São Paulo é realmente encantadora. Conhecer novas culturas por meio da comida é um privilégio de quem vive ou passeia pela capital paulista. E um dos lugares que conhecemos recentemente se encaixa perfeitamente nessa miscelânea. Restaurante informal que retrata as culinárias árabe, hebraica, persa, balcânica, caucasiana e (ufa!) asiática, o Kebab Salonu possui três ambientes, todos com moderna decoração inspirada em cores e formas do Oriente.


O carro-chefe do cardápio é o kebab, sanduíche comum em boa parte do Oriente Médio e região, cujo nome e recheios mudam de acordo com o país. No Kebab Salonu, ele é feito com pão lavosh preparado na hora e conta com 16 combinações de recheio, entre grelhados, pastas e verduras.

Depois de passarmos várias vezes por cada uma das opções, ficamos com o de Falafel (folhas variadas, bolinhos de grão-de-bico fritos, molho taratour de tahine, citronete de limão, tomate e cebola – R$ 14,50) e com o Indiano (folhas variadas, tiras de frango e cebola marinadas em iogurte e curry, chutney de banana, coalhada seca e gengibre – R$ 16). Ambos com uma mistura harmoniosa de sabores que aguçou nossos olfatos e paladares.

Pouco antes tínhamos pedido as bebidas, claro que com dificuldade semelhante à escolha dos kebabs. Resolvemos arriscar os sharbats (R$ 4,50), refrescos feitos de água com gás ou limonada misturados a xaropes variados. O Fernando ficou com o sharbat gasoso de damasco e eu com a limonada aromatizada com xarope de rosas.

E gostamos tanto da idéia de experimentar bebidas exóticas que decidimos trocar a sobremesa pelo frozen sharbat (R$ 6,50), parecido com uma raspadinha. O de mate com xarope de menta estava delicioso.

Já o de Tchai Massala (chá preto indiano, leite, cardamomo, gengibre e cravo) tinha um sabor muito bom, mas o excesso de gelo interferiu na textura e não conseguimos beber até o fim.

Antes de sair conversamos com o chef Rodrigo Libbos, que, além de detalhar alguns pratos do cardápio, nos deu uma breve aula sobre a cozinha do Oriente Médio e países próximos. Foi interessante aprender sobre as inusitadas variações da culinária de cada país daquele canto do mundo.
Pode parecer clichê, mas fizemos uma verdadeira viagem gastronômica. E o melhor de tudo é que na volta não foi preciso pousar em nenhuma pista escorregadia: desembarcamos em plena rua Augusta, de onde nem sequer tínhamos saído. Isso porque o restaurante fica no mesmo local em que funcionou o clássico Long Champ, antigo reduto de intelectuais na cidade.

Sugestão do chef: durante a semana o almoço executivo é temático e a cada dia inspirado em um país diferente, como Síria, Líbano, Índia, Paquistão, Irã e Marrocos. Custa R$ 20 e inclui salada, prato principal, bebida, doce libanês e um expresso Santo Grão.

Kebab Salonu: Rua Augusta, 1.416, Cerqueira César – São Paulo – SP - Tel: (11) 3283-0890 – site: http://www.kebabsalonu.com.br/

10 de ago de 2007

20 anos do Frangó

O templo das cervejas completou duas décadas de vida no mês passado. Para a comemoração foram chamados quatro chefs da nova geração, que prepararam pratos para serem degustados com a cerveja Kaiser Gold, patrocinadora da comemoração.

Passamos por lá e experimentamos a Bóia do Pedrinho, feita pela chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto.

Servida em um recipiente de marmita, a “bóia” consiste em uma macia e saborosa fraldinha de panela com pirão de mandioca e baião de dois.

Muito bem executada, a receita nos fez lembrar de sabores familiares, aqueles que os brasileiros radicados no exterior sempre dizem sentir falta.
A julgar pela execução desse prato, a chef Ana Luiza Trajano deve mesmo ser merecedora dos prêmios que têm conquistado. E, segundo consta, além de cozinhar bem ela tem outra grande qualidade: é fã da coxinha do Frangó.

Sugestão do chef: não espere o próximo aniversário e corra para conhecer o Frangó assim que tiver oportunidade.

Frangó: Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó - Freguesia do Ó , 168 – São Paulo - SP – tel.: (11) 3932-4818 – site: http://www.frangobar.com.br/

Brasil a Gosto: Rua Professor Azevedo do Amaral, 70 - Jardim Paulistano – São Paulo - SP – (11) 3086-3565 – site: http://www.brasilagosto.com.br/

6 de ago de 2007

Contribuição especial

Tenho um amigo que é argentino e mora em Buenos Aires. Seu nome é David Gargiulo e sempre que conversamos ele faz algum comentário referente a algo que leu aqui.
Depois de ver esse post, o David me escreveu e contou sobre um alfajor especial para ele. Achei que seria uma boa divulgar no blog. E para sorte de todos, ele ficou feliz e agora sempre que descobrir algo legal por lá, vai nos enviar. Aliás, já está preparando um novo texto.

"Como Argentino reniego de muchas cosas malas de este pais, menos a la hora de comer, sobre todo un alfajor. Aca uno va a un Kiosko y puede seleccionar entre muchos alfajores diferentes desde 0.60 hasta 2.00 pesos, o sea, unos 0.15 a unos 0.70 centavos de dólar. Pero hay un alfajor de muy bajo perfil, que solo se encuentra en la parte sur de Buenos Aires, casi una leyenda urbana, pero sin dudas unos de los alfajores mas ricos que conozco. Se llama Capitan del Espacio, y solo viene en dos sabores, chocolate y dulce de leche.

Este alfajor nació hace unos 40 años en la ciudad de Quilmes, y el nombre es tan bizarro como su aspecto. A simple vista es un alfajor simple, sin nada fuera de lo comun, pero realmente la gente que lo consume son casi adictos, con un gusto casi único, hace que después de 40 años la gente lo siga comprando. Yo lo comia de chico cuando iba al colégio y 20 años después sigo con el mismo alfajor. Y por unos 0.18 centavos de dólar el simple y unos 0.30 centavos de dólar el doble, lo hace uno de los mas economicos del mercado... Todo un mistério."

5 de ago de 2007

Café com charme

Nos últimos anos o número de boas cafeterias aumentou consideravelmente em São Paulo. Nada que credencie nossa cidade a ostentar a fama de Paris e Buenos Aires no assunto, mas pelo menos não precisamos pensar muito antes de escolher um lugar charmoso para tomar um bom café e ler algum jornal ou revista.
Um desses lugares é o Vanilla Caffè, franquia que surgiu no ano passado e já contabiliza mais de dez lojas, cinco delas na capital. O expresso custa R$ 2,20 e foi aprovado pelo rigoroso paladar da Débora, honraria até hoje conquistada por poucas bebidas feitas à base do mesmo grão. A tradicional mistura com leite pode receber um toque especial de baunilha, canela (foto) ou até limão siciliano, cada uma por algo em torno de R$ 4.

Um diferencial da rede é a boa variedade de chás. Os originários do Ceilão (atual Sri Lanka) vêm com extratos naturais de fruta (R$ 4,50), já o chá verde aparece em combinações bastante criativas.
Apesar de reduzida, a vitrine de doces faz inveja a algumas casas especializadas em guloseimas. O leve mousse de chocolate com frutas vermelhas que o diga (R$ 6,50).

Sugestão do chef: dois computadores com acesso à internet estão disponíveis aos clientes da unidade que visitamos, perto da Paulista.

Vanilla Caffè: Rua Antonio Carlos, 404 - Cerqueira César – São Paulo - SP – e outros endereços.

2 de ago de 2007

Paradoxos do Paralelo

Não adianta, tem coisas que realmente não fazem sentido. Uma delas é entrar em um bar que conta com mais de 50 rótulos de cerveja apresentados em um cardápio específico e participar do seguinte diálogo iniciado pelo garçom:

– Vai um chopinho ou uma Original?
– Não, não. Vou querer uma Coopers Sparkling Ale (a melhor da marca australiana, vendida por R$ 12).

Nesse momento o garçom gruda os olhos no cardápio como se quisesse apenas confirmar sua convicção de que nenhuma bebida listada tinha nome sequer parecido com o que acabara de ser pronunciado.
Por sorte, num estalo, desloco o olhar para uma das paredes, vejo um quadro justamente da cerveja que ousei solicitar e grito com a certeza de ter sido salvo:

– Olha, é aquela ali do quadro. A da garrafa vermelha!

O mais inusitado é que a cena ocorreu no Paralelo 12:27, que, além de ser um dos mais interessantes bares da Vila Mariana, faz questão de disseminar o conhecimento cervejeiro, promovendo degustações.
Apesar do episódio tragicômico, vale a pena conhecer o local. Uma das razões é a possibilidade de provar o kit degustação da Eisenbahn (R$ 3), com as versões pilsen, trigo, pale ale e escura servidas em copinhos de 75 ml. O casal da mesa ao lado pediu e, justiça seja feita, recebeu de um outro garçom explicações precisas sobre as características de cada variação.
No quesito cerveja em garrafa, ganha destaque a boa variedade de nacionais, entre elas a ainda rara Dana Bier. Seis marcas belgas com preços entre R$ 10 e R$ 24 (long neck) também chamam a atenção dos bebedores de plantão, como este que aqui escreve.
Nos dias quentes, vale tentar uma mesinha na parte aberta. Já no frio dos tempos atuais não há outro jeito senão ficar na parte interna e observar com calma a bela decoração, inspirada nas antigas estações de trem.

E seja qual for a temperatura, o bolinho de arroz com calabresa (R$ 15, seis unidades) é uma excelente pedida. Só não precisava vir com uma folha de alface forrando o prato! Outra coisa que não combina com a essência do lugar.

E como cerveja pouca é bobagem, uma sugestão para a saideira é a Weihenstephan Tradition, uma boa dunkel com sabor de malte tostado e bastante espuma.

Para os mais nacionalistas, o bar reserva um vastíssimo portfólio de cachaças. Acho que depois da terceira dose ninguém se incomoda mais com o “sertanejo moderninho” que tocava no som ambiente sabe Deus o porquê. Da próxima vez as cervejas que me desculpem...

Sugestão do chef: a Débora não bebe refrigerante, mas se lembra com saudades do gosto da tubaína. Enquanto eu tentava me entender com o garçom, ela foi logo pedindo uma (R$ 3,50). Esperta, não?

Paralelo 12:27: Rua Joaquim Távora, 1227 – Vila Mariana – São Paulo – SP – tel: (11) 5579-1227 – site: http://www.paralelo1227.com.br
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